Sub-Região de Setúbal da OM propõe que Medicina de Urgência seja especialidade

por Teresa Mendes | 12.11.2019

Solução permite acolher «os médicos que ficam fora das vagas» 
A Sub-Região de Setúbal da Ordem dos Médicos (OM) propõe que a Medicina de Urgência se torne uma especialidade. Segundo este organismo, esta seria uma das soluções para melhorar os Serviços de Urgência e conseguir, simultaneamente, congregar «os médicos que ficam foras das vagas das especialidades existentes».

«Dignificar a atividade de urgência, profissionalizando-a, proporcionando uma estrutura de serviço, com formação contínua e evolução na carreira, motivaria de certeza muitos colegas e enveredarem por esse caminho», defende aquela Sub-Região num artigo de opinião assinado pelo seu presidente, Daniel Travancinha, bem como por Gabriel Paiva de Oliveira, também daquele Conselho Sub-Regional de Setúbal, publicado recentemente no boletim Medi.com sobre o «Caos nas urgências hospitalares da metrópole de Setúbal».

Outras das medidas propostas por esta Sub-Região passam por «reorganizar outras áreas clínicas críticas, centralizando recursos, de forma a garantir a capacidade de assegurar atendimento urgente numa lógica de urgência metropolitana», criando «um sistema de incentivos e condições de trabalho dignas».

A Sub-Região de Setúbal da Ordem dos Médicos propõe que a Medicina de Urgência se torne uma especialidade. Segundo este organismo, esta seria uma das soluções para melhorar os Serviços de Urgência e conseguir, simultaneamente, congregar «os médicos que ficam foras das vagas das especialidades existentes»

Paralelamente, os autores do artigo defendem a continuação da «aposta nas USF modelo B, com melhoramento das condições, motivação e formação como padrão de saúde primária» e ainda «considerar descentralizar o atendimento de algumas especialidades do âmbito hospitalar para o contexto de saúde comunitária».

Estas são algumas das soluções propostas para tentar colmatar a situação atual, na qual, elegam, «os médicos são escravos onde outrora tiveram prazer em trabalhar» e «prisioneiros de uma triagem cega, de um sistema informático que, em vez de os potenciar, os oprime».

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12 de Novembro de 2019
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Publicada originalmente em www.univadis.pt

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