«A maior urgência do país não pode fechar», diz bastonário

por Teresa Mendes | 14.11.2019

Médicos devem ser pagos «como se paga às empresas prestadoras de serviços»
Após uma visita esta quarta-feira ao hospital de Santa Maria, o bastonário da Ordem dos Médicos (OM) defendeu uma solução célere para a situação «preocupante» do Serviço de Urgências. «A maior urgência do país não pode fechar», disse aos jornalistas Miguel Guimarães.

Segundo o dirigente, «as equipas que existem têm falta de especialistas», considerando que tem de ser ouvido o «grito de alerta» dos 21 chefes de equipa do Serviço de Urgência (SU) do Centro Hospitalar Universitário Lisboa Norte (CHULN) que no passado dia 6 de novembro entregaram minutas de escusa de responsabilidade dada a situação atual de carência de recursos humanos médicos, afirmando que «não estão reunidas as condições para a prestação de cuidados de saúde de qualidade e com a necessária segurança, que permitam assegurar o exercício da profissão segundo a legis artis».

Após uma visita esta quarta-feira ao hospital de Santa Maria, o bastonário da Ordem dos Médicos defendeu uma solução célere para o situação «preocupante» do Serviço de Urgências de Lisboa Norte. «A maior urgência do país não pode fechar», disse aos jornalistas Miguel Guimarães

«Quer esta urgência (do Santa Maria) quer a urgência de São José (com 300 a 400 pessoas por dia) têm que se manter abertas, servem uma população imensa», observou o bastonário da OM, que sugeriu avançar, desde já com a reposição das 12 horas dos turnos de trabalho na urgência (atualmente são 18) e fazer com que haja mais horas de trabalho efetivo contadas como extraordinárias.

Além disso, Miguel Guimarães considerou que este trabalho deve ser pago «como se paga às empresas prestadoras de serviços».

A solução de fundo será «contratar mais médicos e tornar mais atrativo o trabalho nos hospitais para os jovens especialistas».

Rotações mais curtas nas escalas

Entretanto, o conselho de administração do CHULN, que se reuniu com o bastonário, emitiu um comunicado, dizendo que «avançou com medidas que estão a ser trabalhadas em articulação com o Ministério da Saúde para resolver os problemas nas escalas noturnas e de fim de semana identificados em reuniões com os chefes de equipa». 

Entre estas está a «reorganização interna das equipas para resolver assimetrias no número de médicos ao serviço e fazer rotações mais curtas nas escalas para responder às exigências da Urgência Polivalente», o «reforço do número de médicos de cada uma das equipas fixas da Urgência» e «apostar no reforço da especialidade de Medicina Interna».
    
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14 de Novembro de 2019
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Publicada originalmente em www.univadis.pt

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