Aumentaram as infeções nos serviços de Neonatologia em Portugal

19.11.2019

Globalmente diminuíram as infeções em cirurgias
Em 2018, Portugal diminuiu globalmente as infecções em cirurgias.
Em contrapartida, estas aumentaram ligeiramente nos serviços de Neonatologia, segundo o Programa Nacional de Prevenção e Controlo de Infeções e das Resistências aos Antimicrobianos (PPCIRA) apresentado esta segunda-feira, em Lisboa.

«A única infeção que, efectivamente, não conseguimos diminuir, que aumentou ligeiramente, foi a infeção em Neonatologia», afirmou Isabel Neves, adjunta do PPCIRA, acrescentando que todas as unidades neonatais do país estão a participar num programa de vigilância, que abrange todos os bebés.

«Conseguimos diminuir globalmente a infeção do local cirúrgico. Dependendo do tipo de cirurgias, em algumas diminuímos muito, noutras aumentamos ligeiramente, mas no global diminuímos», disse a responsável à agência Lusa.

Isabel Neves sublinhou que as dotações nos hospitais, ao nível dos profissionais de saúde e dos recursos, «têm-se deteriorado desde 2011» e que «tem havido um esforço enorme de conseguirem promover a melhoria» 

Isabel Neves indicou que diminuiu, por exemplo, a pneumonia associada ao ventilador nas unidades de cuidados intensivos.

Segundo um resumo do relatório, que faz um ponto da situação verificada nos últimos cinco anos e, em particular entre 2017 e 2018, ao qual a Lusa teve acesso, registou-se uma «evolução positiva das taxas de prevalência e de incidência das IACS (infeções associadas a cuidados de saúde) monitorizadas, com excepção da infeção da corrente sanguínea associada a cateter venoso central em Unidades de Cuidados Intensivos neonatais e de adultos, mas uma diminuição desta mesma infeção por Staphylococcus aureus resistente à meticilina)».

«Não atingimos todas as nossas metas, mas este trabalho de controlo de infeção e depois aquilo que se traduz em termos de resistências é um trabalho que não se vê da noite para o dia», defendeu a responsável.

A mudança, referiu, «implica mudanças estratégicas», em termos culturais e das estruturas organizadas nos cuidados de saúde, a par de ações para reduzir as infeções, o que «leva algum tempo».

«Estamos a fazer um caminho de positividade. Gostaríamos de ter tudo a diminuir, mas leva o seu tempo. É preciso congregar esforços», sustentou.

Isabel Neves sublinhou ainda que as dotações nos hospitais, ao nível dos profissionais de saúde e dos recursos, «têm-se deteriorado desde 2011» e que «tem havido um esforço enorme, sobretudo as estruturas locais do PPCIRA para proporem esforços no sentido de conseguirem promover a melhoria e tem havido uma melhoria, uma mudança cultural importante na necessidade de termos boas práticas para a segurança dos doentes e dos profissionais».
    
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19 de Novembro de 2019
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Publicada originalmente em www.univadis.pt

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