APECS cria Observatório Nacional Para a Infeção VIH

20.11.2019

Objetivo é uma «análise rigorosa e independente» da evolução da infeção
A Associação Portuguesa para o Estudo Clínico da Sida (APECS) criou o Observatório Nacional Para a Infeção VIH.
O objetivo é obter uma «análise rigorosa e independente» da evolução da infeção por VIH em Portugal. 

Apresentado esta sábado, na Reunião de Outono da APECS, que decorreu na Universidade Nova, em Carcavelos, esta nova entidade pretende, segundo a presidente da APECS, Teresa Branco, «responder à necessidade de se refletir sobre os dados que existem para se poder perceber a infeção e qual a fundamentação das opções que terão de ser tomadas em cada área, desde a prevenção até ao seguimento».

Em declarações à Lusa, a responsável informou que o Observatório Nacional reunirá «pessoas com experiência ou com competências na área», sublinhando que a necessidade de ter uma «análise que seja rigorosa e independente em relação à evolução sobre a infeção por VIH em Portugal».

António Diniz, José Vera, Ana Escoval, António Vaz Carneiro e Ana Paula Martins são algumas das personalidades que vão integrar o Observatório Nacional para a Infeção VIH 

António Diniz, ex-diretor do Programa Nacional para a Infeção VIH/Sida e vice-presidente da APECS; José Vera, da Sociedade Portuguesa de Doenças Infeciosas e Microbiologia Clínica; Ana Escoval, administradora do Centro Hospitalar de Lisboa Norte; António Vaz Carneiro, diretor do Centro de Estudos de Medicina Baseada na Evidência; e Ana Paula Martins, bastonária da Ordem dos Farmacêuticos, são algumas das personalidades que vão integrar o Observatório.

A presidente da APECS destacou ainda que esta é já uma doença crónica «com características muito específicas» e que, por isso, é preciso «organizar e refletir qual é a melhor maneira de manter as pessoas em seguimento ao longo de dezenas de anos».

A este propósito, a especialista chamou a atenção para os critérios de qualidade na prestação dos cuidados de saúde.
«Não podemos ter pessoas a serem tratadas de forma diferente por estarem a viver em Lisboa ou fora de Lisboa. É muito importante termos critérios mínimos de qualidade para que se possa ter equidade nesta prestação de cuidados de saúde», reforçou.
    
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20 de Novembro de 2019
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Publicada originalmente em www.univadis.pt

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