80% dos casos de diabetes são diagnosticados sem qualquer suspeita clínica prévia

por Teresa Mendes | 21.11.2019

Dados preliminares de um estudo conduzido pela Apifarma Diagnósticos
Cerca de 80% dos casos dos casos de diabetes são diagnosticados sem que exista qualquer suspeita clínica anterior, revelam os dados preliminares de um estudo conduzido pela Apifarma Diagnósticos, que tem como objetivo «sensibilizar a opinião pública para a importância das análises clínicas e do diagnóstico precoce».

A investigação «Relevância dos Resultados das Análises Clínicas para o Diagnóstico e Gestão Clínicos – Contributo para a Diabetes», que ainda está a decorrer, integra um painel de especialistas de Medicina Geral e Familiar com larga experiência no acompanhamento de doentes diabéticos e que conta com o apoio do Centro de Investigação Sobre Economia Portuguesa (CISEP), sob coordenação de Carlos Gouveia Pinto.

Cerca de 80% dos casos dos casos de diabetes são diagnosticados sem que exista qualquer suspeita clínica anterior, revelam os dados preliminares de um estudo conduzido pela Apifarma Diagnósticos 

As primeiras conclusões indicam ainda que «o contributo do diagnóstico in vitro para a prevenção das complicações crónicas da diabetes varia entre os 35% (no caso do pé diabético e no acidente vascular cerebral isquémico) e os 80% (no caso da doença renal diabética).
Já no caso da doença cardiovascular isquémica o valor situa-se nos 45%», lê-se num comunicado publicado no site da Associação Portuguesa da Indústria Farmacêutica (Apifarma).

Este contributo do diagnóstico in vitro, designado fator atribuível (FA), foi avaliado tendo em conta medidas preventivas das complicações da diabetes, como os rastreios para a retinopatia e a neuropatia diabética, o exame dos pés e o controlo de outros fatores de risco cardiovascular como a hipertensão arterial e o tabagismo, por exemplo.

O estudo revela igualmente que «cerca de 65% dos doentes com diabetes tipo 2 realizam automonitorização da glicemia capilar (AMG), cerca de 20% dos quais atuam de acordo com os resultados da AMG». 

Na avaliação do controlo metabólico (glicémico), no contexto dos cuidados de saúde primários, «o doseamento da hemoglobina glicada A1c é realizado em média duas vezes por ano e influencia a modificação/ intensificação terapêutica e a consequente melhoria do controlo glicémico em 75% das situações com controlo glicémico», concluem os autores.

O estudo, cujos resultados serão apresentados integralmente no primeiro trimestre de 2020, dedica ainda um capítulo aos benefícios económicos do controle da diabetes que permitirá calcular os custos evitados apenas com a diminuição dos internamentos e tratamentos em ambulatório, resultantes do controle da glicémia na diabetes tipo 1 e tipo 2, independentemente da medicação utilizada.
    
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21 de Novembro de 2019
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Publicada originalmente em www.univadis.pt

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