Menos de metade dos médicos no público trabalha em exclusividade

por Teresa Mendes | 21.11.2019

Regime de trabalho foi extinto em 2009 
Menos de metade dos médicos que trabalham nos hospitais públicos estão em regime de exclusividade, revelam os dados da Administração Central dos Serviços de Saúde (ACSS). Em junho deste ano, apenas 5604 dos 13052 médicos no setor empresarial do Estado, o que representa 49,2% deles, estava em exclusividade.

O número não contabiliza os internos nem os médicos em parcerias público-privadas.

Em junho deste ano, apenas 5604 dos 13052 médicos no setor empresarial do Estado, o que representa 49,2% deles, estava em exclusividade

A notícia foi avançada esta quinta-feira pelo Jornal de Notícias, numa altura em que o regime de dedicação exclusiva volta a estar em discussão como forma de combater a falta de médicos no Serviço Nacional de Saúde (SNS).

Segundo esse regime, extinto em 2009, os médicos hospitalares podiam trabalhar até 42 horas semanas com um aumento salarial de 25%. 

Ainda segundo aquele jornal, para a ministra da Saúde, Marta Temido, o regresso da exclusividade pode aumentar a produtividade.

Contudo, essa é uma opinião não partilhada pelo ministro das Finanças, Mário Centeno, que prefere apostar na melhoria da gestão dos hospitais.
    
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21 de Novembro de 2019
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Publicada originalmente em www.univadis.pt

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