Saldo do SNS agravou-se 183,7 milhões de euros em outubro

por Teresa Mendes | 27.11.2019

Pita Barros questiona nova regularização extraordinária das dívidas
Em outubro, o saldo do Serviço Nacional de Saúde (SNS) foi 559,6 milhões de euros negativos, representando um agravamento de 183,7 milhões de euros face ao período homólogo, o que traduz um aumento de 4,4% da receita, inferior em 2,1% ao da despesa. 

Segundo a mais recente edição da Síntese de Execução Orçamental, publicada pela Direção-Geral do Orçamento (DGO), a despesa aumentou 6,5% face ao período homólogo (525,7 milhões de euros), reflectindo o aumento das despesas com pessoal (276,1 milhões de euros, 8,6%) e dos fornecimentos e serviços externos (243,8 milhões de euros, 5,2%). Nesta última componente, o relatório destaca o contributo dos produtos farmacêuticos (1,1%, 92,4 milhões de euros), dos produtos vendidos em farmácias (0,7%, 59,9 milhões de euros) e dos meios complementares de diagnóstico e terapêutica (0,4%, 34,5 milhões de euros). 

«Resta saber se até final do ano será anunciada mais uma regularização extraordinária das dívidas dos hospitais EPE, levando a novo impulso nos valores divulgados de dívida, ou se será possível encontrar uma nova forma de lidar com esta questão», observa Pedro Pita Barros

Já o decréscimo da despesa em PPP «reflete a passagem da PPP de Braga a Hospital de Braga, EPE, estando por isso a despesa refletida, grosso modo, nas despesas com pessoal e fornecimentos e serviços externos», lê-se no documento.

Quanto à variação positiva na receita, a mesma resultou, essencialmente, das transferências do Orçamento do Estado (+340,4 milhões de euros, 4,7%).
«Resta saber se até final do ano será anunciada mais uma regularização extraordinária»
Na sua análise habitual à Execução Orçamental, em específico sobre a dívida dos hospitais EPE, o economista especialista em Saúde, Pedro Pita Barros, salienta que «o valor para outubro de 2019 está claramente acima da linha de tendência recente, e coloca o valor médio dessa tendência nos 47 milhões de euros por mês», considerando que «a registar-se, nos próximos meses e até à aprovação do orçamento, crescimentos similares, teremos uma aproximação às tendências de crescimento mais aceleradas». 

«Resta saber se até final do ano será anunciada mais uma regularização extraordinária das dívidas dos hospitais EPE, nos moldes habituais e levando a novo impulso nos valores divulgados de dívida, ou se será possível encontrar uma nova forma de lidar com esta questão», observa ainda o especialista num comentário publicado no seu blog.
    
19tm48k
27 de Novembro de 2019
1948Pub4f19tm48k

Publicada originalmente em www.univadis.pt

E AINDA

por Teresa Mendes | 27.03.2020

 Ordens da saúde pedem ao primeiro-ministro reforço da proteção dos profiss...

As ordens dos Médicos, dos Farmacêuticos e dos Enfermeiros enviaram esta quarta-feira uma carta aber...

por Teresa Mendes | 27.03.2020

Conselho de Escolas Médicas Portuguesas defende realização maciça de testes

O Conselho de Escolas Médicas Portuguesas (CEMP) defende o uso generalizado de máscaras pela comunid...

por Teresa Mendes | 27.03.2020

ARSLVT abre 35 áreas dedicadas à Covid-19 nos cuidados saúde primários

Atendendo ao alargamento progressivo da expressão geográfica da pandemia Covid-19 em Portugal, e ten...

por Teresa Mendes | 27.03.2020

Apifarma cria linha de apoio financeiro para profissionais de saúde

A Associação Portuguesa da Indústria Farmacêutica (Apifarma), em articulação com a Ordem dos Médicos...

por Teresa Mendes | 26.03.2020

 Internos de MGF pedem «suspensão de todos os estágios e formações hospital...

Os internos de Medicina Geral e Familiar (MGF) pedem, em comunicado conjunto das associações e comis...

por Teresa Mendes | 26.03.2020

 «Há outras vidas a salvar», alerta Carlos Cortes

Devido ao foco na pandemia por Covid-19, os doentes oncológicos «estão a ficar para trás» e a ativid...

A reprodução total ou parcial deste site é proibida,
excepto se autorizada expressa e previamente pela Impremédica, Imprensa Médica, Lda.,
nos termos da legislação em vigor.