Avaliação das capacidades formativas é «subjetiva e pouco documentada»

por Teresa Mendes | 02.12.2019

Conclusão do relatório da auditoria pedida pelo Ministério da Saúde
O relatório da auditoria externa e independente, pedida pelo Ministério da Saúde e realizada pela EY, ao processo do internato médico, revela que o aumento de vagas para médicos em formação específica não tem sido suficiente para responder ao «acentuado aumento» de candidatos.

O documento é discutido esta segunda-feira numa reunião entre a Ordem dos Médicos e a Tutela.

«Poderá existir dificuldade em manter o ritmo crescente do número de vagas abertas ao longo dos últimos anos, tendo em consideração as capacidades e condições atuais dos estabelecimentos do Serviço Nacional de Saúde (SNS) para a realização de formação médica com a qualidade desejada», indica o relatório, divulgado este sábado pela agência.

Desta forma, é estimado um aumento do número de médicos sem colocação na especialidade, assim como uma pressão adicional nos profissionais afetos ao processo de avaliação de idoneidades e capacidades formativas.

A auditoria aponta falhas neste processo de avaliação da idoneidade e capacidades formativas, indicando que «falta uniformização e documentação do processo, o que aumenta a ineficiência, além de a avaliação ser subjetiva» 

Além disso, o documento aponta que a avaliação das capacidades de formação de médicos no Serviço Nacional de Saúde (SNS) «tem sido subjetiva e pouco documentada».

A auditoria aponta falhas neste processo de avaliação da idoneidade e capacidades formativas, indicando que «falta uniformização e documentação do processo, o que aumenta a ineficiência, além de a avaliação ser subjectiva».

Instado pela Lusa a comentar o resultado da auditoria, o bastonário da Ordem dos Médicos, Miguel Guimarães, considerou que subjetivas são as conclusões do relatório, uma vez que «não esclarece quais são as falhas que existem».

«Eles dizem que há alguma subjetividade, mas eu tenho de perceber quais são as falhas e em que especialidades se detetaram as falhas.
Tem de se dizer quais são os critérios de idoneidade que estão mal e o que está mal nos programas de formação. Não se pode mandar aqui uma "boquita" para o ar», apontou.

19tm49d
02 de Dezembro de 2019
1949Pub2f19tm49d

Publicada originalmente em www.univadis.pt

E AINDA

por Teresa Mendes | 13.12.2019

 «Assistimos hoje ao assassinato premeditado do modelo USF»

O Sindicato Independente dos Médicos (SIM) decidiu abandonar as reuniões da Comissão Técnica Naciona...

por Teresa Mendes | 13.12.2019

 «Premium Cataract Surgery 2020» debate técnicas cirúrgicas inovadoras

A Universidade do Minho organiza, no próximo dia 18 de janeiro de 2020, a conferência «Premium Catar...

13.12.2019

 Tecnologia criada no Porto ajuda médicos a identificar nódulos pulmonares

Investigadores do Instituto de Engenharia de Sistemas e Computadores, Tecnologia e Ciência (INESC TE...

por Teresa Mendes | 13.12.2019

 Marta Temido anuncia reforço de 800 milhões de euros para a Saúde em 2020

Foram várias as entidades que se congratularam publicamente pelo reforço de verbas para o Serviço Na...

por Teresa Mendes | 13.12.2019

Lançado Instituto Virtual de Fibromialgia

Foi lançado o Instituto Virtual de Fibromialgia, MyFibromyalgia®, uma ferramenta de intervenção clín...

por Teresa Mendes | 11.12.2019

 Secretário de Estado louva o que de «bom, ótimo e excelente» se faz no HSM

No 65.º aniversário do Hospital de Santa Maria (HSM), o secretário de Estado da Saúde elogiou o que...

A reprodução total ou parcial deste site é proibida,
excepto se autorizada expressa e previamente pela Impremédica, Imprensa Médica, Lda.,
nos termos da legislação em vigor.