Doentes oncológicos em tratamento vão ter linha de apoio

02.12.2019

Medida anunciada no 16.º Congresso Nacional de Oncologia
Ainda até ao final de 2019, os doentes oncológicos em tratamento vão passar a dispor de uma linha telefónica para onde ligar fora dos horários dos Serviços de Oncologia, um projeto conjunto da Sociedade Portuguesa de Oncologia e do SNS24, anunciado no 16.º Congresso Nacional de Oncologia, que decorreu até sábado no Centro de Congressos do Estoril.

Na apresentação desta linha, a diretora do Serviço de Oncologia Médica do Hospital de Santarém, Sandra Bento, destacou que a ideia inicial foi «dar acesso aos doentes a cuidados mais diferenciados fora dos horários dos Serviços de Oncologia».

Explicando o contexto da criação deste serviço, Sandra Bento revelou dados de um estudo realizado na Austrália que indica que 86% dos doentes em tratamento têm efeitos secundários, sublinhando que Portugal é um dos países «com maior utilização desnecessária dos serviços de urgência» e que «42% das idas ao serviço de urgência não seriam necessárias».

Ainda até ao final de 2019, os doentes oncológicos em tratamento vão passar a dispor de uma linha telefónica para onde ligar fora dos horários dos Serviços de Oncologia, um projeto conjunto da Sociedade Portuguesa de Oncologia e do SNS24

O presidente da Sociedade Portuguesa de Oncologia, Paulo Cortes, explicou, por seu turno, que este serviço servirá para colmatar o facto de as urgências hospitalares não disporem em permanência de especialidade de Oncologia.

O responsável acrescentou ainda, citado pela agência Lusa, que, «com o crescente número de doentes com cancro e as potenciais toxicidades agudas associadas sobretudo a tratamentos com quimioterapia e imunoterapia, esta parceria acaba por complementar o apoio a estes doentes».

«Fizemos esta parceria estratégica em que o doente tem apoio 24 horas por dia, com algoritmos desenhados e posteriormente validados pela Direção-Geral da Saúde», observou.
«[Os doentes] podem receber vários tipos de indicações, ou seja, podem fazer autocuidados, possíveis de resolver sem ir ao hospital, podem ser referenciados para cuidados diferidos no Serviço de Oncologia ou, se for uma situação muito aguda, o próprio serviço vai espoletar a chamada do INEM», adiantou.

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02 de Dezembro de 2019
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Publicada originalmente em www.univadis.pt

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