Reduzir o colesterol mais cedo pode diminuir risco cardiovascular mais tarde

por Teresa Mendes | 05.12.2019

Duração da exposição a um colesterol alto também pode colocar a saúde em risco
Reduzir os níveis de colesterol com medicamentos em pessoas com menos de 45 anos pode reduzir o risco de doenças cardiovasculares mais tarde na vida, concluiu um estudo de grandes dimensões, publicado esta quarta-feira na The Lancet.

Os investigadores analisaram os dados de mais de 400.000 pessoas de 19 países ocidentais por um período muito longo (até 43 anos em alguns casos) e confirmam a relação entre os níveis de colesterol excessivamente elevados e um maior risco cardiovascular a longo prazo. 

Ficou também ficou demonstrado que esse risco aumentado é maior em doentes relativamente jovens (menos de 45 anos) do que naqueles com mais de 60 anos.

Segundo o estudo, as mulheres com menos de 45 anos com um nível de colesterol LDL um pouco elevado - entre 1,45 e 1,85 gramas por litro - com pelo menos dois fatores de risco para doenças cardiovasculares (como obesidade, diabetes, hipertensão ou tabagismo) apresentaram «16% de hipóteses de acidente cardiovascular antes dos 75 anos». Já no caso de mulheres com mais de 60 anos com o mesmo perfil, o risco é de 12%. 

Reduzir os níveis de colesterol com medicamentos em pessoas com menos de 45 anos pode reduzir o risco de doenças cardiovasculares mais tarde na vida, concluiu um estudo de grandes dimensões, publicado esta quarta-feira na The Lancet 

Nos homens com as mesmas características, as hipóteses foram de 29% e 21%, respetivamente.

Com a ajuda de um modelo estatístico, os investigadores demonstram que, se os valores dos níveis de LDL forem reduzidos para metade, o risco cardiovascular em mulheres com menos de 45 anos cairia para 4% e nos homens para 6%.

«O estudo sugere é que não é apenas o nível de colesterol, mas a duração da exposição a um colesterol alto que coloca a saúde em risco», sublinha Paul Leeson, professor de Medicina Cardiovascular da Universidade de Oxford (Reino Unido), citado num comentário divulgado pela agência Reuters.

«Os resultados obtidos consolidam a ideia de que o controlo do nível de colesterol o mais rápido possível no decorrer da vida pode produzir melhores resultados do que esperar pelo seu tratamento apenas numa idade avançada», refere ainda Leeson.
O estudo, intitulado “Application of non-HDL cholesterol for population-based cardiovascular risk stratification: results from the Multinational Cardiovascular Risk Consortium”, está disponível para consulta aqui.

19tm49p
05 de Dezembro de 2019
1949Pub5f19tm49p

Publicada originalmente em www.univadis.pt

E AINDA

por Teresa Mendes | 24.01.2020

Falta qualidade nos dados nos registos de saúde em Portugal

Documentação incompleta, indisponibilidade de materiais e recursos para auxiliar o processo de codif...

por Teresa Mendes | 24.01.2020

 USF Cortes de Almeirim dá médico de família a 2000 utentes

Foi inaugurada esta sexta-feira, a Unidade de Saúde Familiar (USF) Cortes de Almeirim. A cerimónia c...

por Teresa Mendes | 24.01.2020

Poderemos vir a ser amortais?»

A presidente do Instituto de Medicina Molecular, Maria Carmo-Fonseca, é a oradora da próxima FMUL Ta...

por Teresa Mendes | 23.01.2020

Nomeados os membros da Direção da Competência em Ecografia Obstétrica Difer...

 Já estão nomeados todos os membros da Direção do Colégio da Competência em Ecografia Obstétrica Dif...

por Teresa Mendes | 23.01.2020

 Deixar de fumar um mês antes de uma cirurgia permite melhor recuperação

Os fumadores que deixem de fumar pelo menos um mês antes de uma cirurgia têm menores probabilidades...

23.01.2020

Coronavírus: Portugal activa os dispositivos de saúde pública de prevenção

Portugal já ativou os dispositivos de saúde pública de prevenção ao coronavírus proveniente da China...

A reprodução total ou parcial deste site é proibida,
excepto se autorizada expressa e previamente pela Impremédica, Imprensa Médica, Lda.,
nos termos da legislação em vigor.