Curso de Medicina na Católica chumbado pela Agência de Acreditação

por Teresa Mendes | 05.12.2019

Falhas pedagógicas e sobreposição de ofertas foram alguns dos motivos 
A Agência de Avaliação e Acreditação do Ensino Superior (A3ES) chumbou a abertura de um curso de Medicina da Universidade Católica Portuguesa (UCP). Contudo, a instituição já apresentou recurso da decisão e entregou, entretanto, uma nova proposta, que será analisada em 2020.

A informação foi avançada esta quarta-feira à Lusa pelo presidente da A3ES, Alberto Amaral, que revelou que em reunião do conselho de administração, que decorreu há cerca de duas semanas, o órgão máximo da agência decidiu acatar os dois pareceres negativos que recebeu relativos ao pedido de acreditação de uma formação em Medicina pela UCP.

Um dos pareceres é da comissão de avaliação de peritos nomeada pela agência para analisar este processo e o outro da Ordem dos Médicos (OM), que já se tinha publicamente manifestado contra a proposta da universidade, apontando-lhe insuficiências.

Para a apreciação negativa da A3ES contribuíram então «falhas em questões pedagógicas, a discordância da OM em relação a uma disciplina e ao tempo insuficiente de contacto com a prática clínica, em hospitais, de acordo com a proposta inicial entregue», explicou Alberto Amaral.

Foi ainda considerada «a sobreposição de oferta», uma vez que a abertura do curso representaria uma terceira formação em Medicina na região de Lisboa, e o facto de «parte do pessoal docente da nova faculdade ser retirada da Universidade de Lisboa e da Universidade Nova de Lisboa».

A Agência de Avaliação e Acreditação do Ensino Superior chumbou a abertura de um curso de Medicina da Universidade Católica Portuguesa. Contudo, a instituição já apresentou recurso da decisão e entregou, entretanto, uma nova proposta, que será analisada em 2020

«Havia também o facto de ainda não terem investigação suficiente na área, embora a proposta dissesse que pretendiam depois criar um centro de investigação», acrescentou o presidente da A3ES.

Recorde-se que em julho passado, o primeiro-ministro, António Costa, criticou o exercício dos poderes regulatórios de algumas ordens profissionais, em especial a dos médicos, para restringir a concorrência e limitar o acesso à formação, considerando que tal impede a resposta às carências.

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05 de Dezembro de 2019
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Publicada originalmente em www.univadis.pt

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