Risco de queda passa a ser avaliado em todos os doentes internados

por Teresa Mendes | foto de "DR" | 10.12.2019

DGS divulga norma de orientação para prevenção e intervenção
Por proposta conjunta do Departamento da Qualidade na Saúde, da Ordem dos Médicos e da Ordem dos Enfermeiros, a Direção-Geral da Saúde (DGS) emitiu uma norma que estabelece a realização da avaliação do risco de queda a todas as pessoas em internamento hospitalar, incluindo nos centros de reabilitação, integrada em registo eletrónico dos sistemas de informação.

«Em contexto hospitalar, a ocorrência de quedas representa um sério problema, exigindo a implementação de estratégias preventivas», lê-se no documento divulgado esta segunda-feira, acrescentando que, «em Portugal, os idosos com quedas em internamento hospitalar, apresentam um risco de queda superior tanto na admissão como na alta».

Desta forma, este risco passará a ser avaliado na admissão do doente internado, através da Escala de Quedas de Morse.
Mas, a norma estabelece também que «deverá ser sempre feita uma reavaliação, independentemente do risco de queda, sempre que ocorrer alteração do estado clínico», bem como no momento de transferência intra ou inter-hospitalar ou quando ocorre uma queda.

A Direção-Geral da Saúde emitiu uma norma que estabelece a realização da avaliação do risco de queda a todas as pessoas em internamento hospitalar, incluindo nos centros de reabilitação, integrada em registo eletrónico dos sistemas de informação 

Essa avaliação será realizada por enfermeiro e quando clinicamente indicado por médico.

A pessoa ou o representante legal devem ser informados e esclarecidos acerca da avaliação do risco de queda, medidas de prevenção e intervenção e do plano de cuidados, recomenda a norma.

Nas pessoas com alto risco de queda deve ser efetuada uma avaliação clínica multifatorial complementar registada no processo clínico, incluindo a história de quedas (número, causas, circunstâncias e consequências).

A norma recomenda ainda às unidades de internamento que tomem precauções básicas como iluminação adequada, remoção de obstáculos no percurso de marcha, piso limpo e seco, intervenção imediata em caso de derramamento de líquido no pavimento, manter equipamentos e dispositivos médicos fora da área de circulação, sistema de chamada acessível, cadeiras, camas e outros equipamentos travados e portas de entrada e saída dos serviços com sistemas de controlo.

O documento pode ser consultado aqui.

19tm50e
10 de Dezembro de 2019
1950Pub3f19tm50e

Publicada originalmente em www.univadis.pt

E AINDA

por Teresa Mendes | 03.04.2020

 Adiada a desmaterialização total da prescrição para 31 de dezembro de 2020

O fim total da prescrição manual previsto para 31 de março foi hoje adiado pelo Governo para 31 de d...

por Teresa Mendes | 03.04.2020

 Ordem dos Médicos e AEP apresentam proposta para hospital de campanha

A Associação Empresarial de Portugal (AEP) e a Ordem dos Médicos (OM) apresentaram ao Ministério da...

por Teresa Mendes | 03.04.2020

Profissionais de saúde do SNS impedidos de cessar contratos de trabalho 

A cessação dos contratos de trabalho dos profissionais de saúde do Serviço Nacional de Saúde (SNS) v...

por Teresa Mendes | 02.04.2020

 Médicos, enfermeiros e técnicos vão pagar menos pela eletricidade em abril...

A EDP Comercial anunciou esta quarta-feira que está a preparar um pacote de ofertas para reforçar o...

por Teresa Mendes | 02.04.2020

 Sindicatos preocupados com número de médicos infetados

 O Sindicato Independente dos Médicos (SIM) e a Federação Nacional dos Médicos (FNAM) «constatam com...

por Teresa Mendes | 02.04.2020

Luz verde para estudo experimental com uso de plasma de doentes recuperados

Cerca de 30 doentes com Covid-19 no Hospital Universitário Karolinska vão poder em breve começar a r...

A reprodução total ou parcial deste site é proibida,
excepto se autorizada expressa e previamente pela Impremédica, Imprensa Médica, Lda.,
nos termos da legislação em vigor.