55% dos doentes com doença crónica tem baixos níveis de literacia em saúde

por Teresa Mendes | 13.12.2019

Doentes com baixo nível de literacia em saúde recorrem mais às urgências
«55% da população com doença crónica tem níveis inadequados de literacia em saúde», uma situação que «pode ter impactos significativos na gestão da sua doença», revela o estudo «Literacia em saúde na doença crónica», apresentado esta terça-feira, em Lisboa.

Desenvolvido no âmbito do projeto «Saúde que Conta», este estudo da Escola Nacional de Saúde Pública da Universidade NOVA de Lisboa, envolveu 412 pessoas com doença crónica, com idades entre os 18 e os 94 anos, sendo as doenças mais prevalentes a hipertensão arterial, a dislipidemia, a diabetes, a ansiedade e a depressão.

Os resultados mostraram igualmente que «as pessoas com doença crónica e com um nível de literacia em saúde baixo utilizam mais vezes o Serviço de Urgência hospitalar, as consultas de Medicina Geral e Familiar e a urgência do centro de saúde».

Além disso, cerca de metade dos inquiridos diz não ter apoio em aspetos relacionados com a gestão da sua doença.
Contudo, «quem gere a sua doença autonomamente apresenta um nível de literacia em saúde mais elevado». 

Os dados mostram ainda que um maior nível de literacia em saúde se reflete numa melhor adesão à terapêutica (78%), com os doentes a terem «uma maior percepção da necessidade de tomar a medicação».

«55% da população com doença crónica tem níveis inadequados de literacia em saúde», uma situação que «pode ter impactos significativos na gestão da sua doença», revela o estudo «Literacia em saúde na doença crónica», apresentado esta terça-feira, em Lisboa 

Estes resultados indicam que o nível de literacia em saúde pode estar relacionado com morbilidade múltipla, na medida em que um indivíduo com menor literacia em saúde tem mais doenças crónicas em simultâneo.
Ainda assim, quanto maior é o grau de escolaridade, maior é o nível de literacia em saúde.

As principais fontes de informação em saúde utilizadas pelos inquiridos são os profissionais de saúde (82,8%), seguindo-se os familiares e amigos (57,7%) e a televisão (55,1%).

Apenas cerca de dois em cada 10 doentes crónicos utiliza a Internet e, destes, apenas 25% procura informação através de plataformas governamentais.

O estudo pode ser consultado aqui.

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12 de Dezembro de 2019
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Publicada originalmente em www.univadis.pt

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