Tecnologia criada no Porto ajuda médicos a identificar nódulos pulmonares

13.12.2019

«LNDetector» também permite fazer o acompanhamento do doente 
Investigadores do Instituto de Engenharia de Sistemas e Computadores, Tecnologia e Ciência (INESC TEC) e do Centro Hospitalar Universitário de São João, no Porto, desenvolveram uma tecnologia que auxilia os médicos a identificar, caracterizar e classificar nódulos pulmonares.

«Quem faz o diagnóstico é sempre o médico, sendo que esta ferramenta é de apoio à decisão, como que, uma ferramenta de segunda opinião. Não vai substituir o papel dos profissionais de saúde», afirmou esta quinta-feira António Cunha, investigador do INESC TEC e docente na Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, citado numa nota divulgada pelo Portal do SNS.

Segundo o investigador, a tecnologia, intitulada «LNDetector» e financiada em 168 mil euros pela Fundação para a Ciência e Tecnologia, surge da necessidade de «ajudar os médicos» durante o processo de diagnóstico do cancro do pulmão.

«O cancro do pulmão é atualmente o mais letal e a solução passa pelo diagnóstico precoce. Para fazermos esse diagnóstico são necessários rastreios onde são utilizadas tomografias computorizadas (TAC) que têm entre 300 a 500 imagens.

Através dessas imagens, os médicos caracterizam os nódulos, que por vezes são muito pequenos e difíceis de encontrar», explicou o responsável à Lusa.
Assim, recorrendo à inteligência artificial e a algoritmos, a tecnologia evita que o «diagnóstico da doença seja tardio», uma vez que o «”LNDetector” auxilia todo o processo de diagnóstico e desempenha o papel de uma «segunda opinião».

Investigadores do Instituto de Engenharia de Sistemas e Computadores, Tecnologia e Ciência (INESC TEC) e do Centro Hospitalar Universitário de São João, no Porto, desenvolveram uma tecnologia que auxilia os médicos a identificar, caracterizar e classificar nódulos pulmonares 

«Com base numa grande quantidade de tomografias anotadas pelos médicos, a tecnologia consegue detetar os nódulos, caraterizar quais são e por fim, classificar se o nódulo é maligno ou benigno», referiu António Cunha, adiantando que o sistema «vem aliviar e reduzir alguma responsabilidade do médico».

«Fizemos vários testes com radiologistas no Hospital São João e o feedback foi muito bom. Este sistema vem aliviar e reduzir alguma responsabilidade porque o médico passa a ter uma segunda opinião e poder consultar o sistema para ver se algo lhe escapou», sublinhou.

António Cunha observou ainda que, além de identificar, caracterizar e classificar os nódulos pulmonares, o sistema tem uma funcionalidade que permite também fazer o acompanhamento do doente, através de um protocolo específico.

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13 de Dezembro de 2019
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Publicada originalmente em www.univadis.pt

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