«Assistimos hoje ao assassinato premeditado do modelo USF»
por Teresa Mendes | 13.12.2019
SIM abandona Comissão Técnica Nacional para avaliação das USF
O Sindicato Independente dos Médicos (SIM) decidiu abandonar as reuniões da Comissão Técnica Nacional, criada em 2017, para avaliar os indicadores das Unidades de Saúde Familiar (USF). Segundo o sindicato, o modelo de contratualização é excessivamente burocratizado, considerando mesmo que «assistimos hoje ao assassinato premeditado do modelo USF por parte do Ministério da Saúde».
Num comunicado, divulgado esta quarta-feira, o SIM salienta que «o modelo de contratualização foi sendo progressivamente burocratizado», lembrando que «existem hoje 33 dimensões na contratualização».
Uma destas dimensões - a segurança do utente – inclui 55 critérios, por exemplo, informa o sindicato, acrescentando que «outras dimensões, de tão vagas que são ou tão complexas que pretender ser - de que é exemplo a prescrição de cuidados - dois anos depois de serem publicadas continuam por operacionalizar».
Num comunicado, divulgado esta quarta-feira, o SIM considera que «o modelo de contratualização foi sendo progressivamente burocratizado», lembrando que «existem hoje 33 dimensões na contratualização»
Ou seja, conclui o SIM, «a contratualização está hoje completamente desligada da realidade diária do médico de família e dos seus utentes», temendo que «a persistência neste caminho levará os médicos de família a terem de optar por fazer consultas aos seus utentes ou dedicarem-se a processos altamente burocráticos de utilidade duvidosa e impossíveis de cumprir».
«Assistimos hoje por isso ao assassinato premeditado do modelo USF por parte do Ministério da Saúde. E o SIM não compactuará com isso», termina o comunicado.
Recorde-se que a Comissão Técnica Nacional, a quem competia acompanhar a definição dos intervalos dos indicadores e a atualização dos mesmos, bem como acompanhar os referenciais para atribuição de incentivos institucionais, foi criada em julho de 2017.
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13 de Dezembro de 2019
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Publicada originalmente em www.univadis.pt
Num comunicado, divulgado esta quarta-feira, o SIM salienta que «o modelo de contratualização foi sendo progressivamente burocratizado», lembrando que «existem hoje 33 dimensões na contratualização».
Uma destas dimensões - a segurança do utente – inclui 55 critérios, por exemplo, informa o sindicato, acrescentando que «outras dimensões, de tão vagas que são ou tão complexas que pretender ser - de que é exemplo a prescrição de cuidados - dois anos depois de serem publicadas continuam por operacionalizar».
Num comunicado, divulgado esta quarta-feira, o SIM considera que «o modelo de contratualização foi sendo progressivamente burocratizado», lembrando que «existem hoje 33 dimensões na contratualização»
Ou seja, conclui o SIM, «a contratualização está hoje completamente desligada da realidade diária do médico de família e dos seus utentes», temendo que «a persistência neste caminho levará os médicos de família a terem de optar por fazer consultas aos seus utentes ou dedicarem-se a processos altamente burocráticos de utilidade duvidosa e impossíveis de cumprir».
«Assistimos hoje por isso ao assassinato premeditado do modelo USF por parte do Ministério da Saúde. E o SIM não compactuará com isso», termina o comunicado.
Recorde-se que a Comissão Técnica Nacional, a quem competia acompanhar a definição dos intervalos dos indicadores e a atualização dos mesmos, bem como acompanhar os referenciais para atribuição de incentivos institucionais, foi criada em julho de 2017.
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13 de Dezembro de 2019
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Publicada originalmente em www.univadis.pt
«Assistimos hoje ao assassinato premeditado do modelo USF»