Governo promete estratégia de combate à violência na saúde até ao final do mês

por Teresa Mendes | 06.01.2020

Grupo de trabalho é liderado pelo secretário de Estado da Saúde
A ministra da saúde garante estar a «trabalhar no sentido de ter uma estratégia» de combate à violência contra profissionais de saúde «até ao final do mês de janeiro».
«As nossas instituições do Serviço Nacional de Saúde têm de ser seguras em primeiro lugar», considera Marta Temido, que diz estar a acompanhar as notícias mais recentes com preocupação.

Em entrevista ao Diário de Notícias/TSF, divulgada neste domingo, a ministra defendeu que é preciso combater «o estigma que sabemos que ainda está associado a estas situações de quem é violentado» e apoiar «o sofrimento emocional e psicológico dos profissionais que se encontram nestas situações e apoiando eventuais medidas de reação que seguem os tramites normais».

O grupo de trabalho da estratégia anunciada, que é liderado pelo secretário de Estado da Saúde (e que conta também com elementos da Direção-Geral da Saúde e da Administração Central do Sistema de Saúde) está neste momento a «fazer uma análise da tendência de evolução destes números da violência contra os profissionais de saúde» e a avaliar os resultados dos «pilotos institucionais de combate à violência contra os profissionais de saúde».

Este grupo de trabalho está ainda a avaliar «as condições físicas do funcionamento em termos de segurança dos profissionais que trabalham nos serviços de urgência ou serviços de atendimento complementar onde se têm verificado este tipo de episódios com maior preponderância», informou a ministra.

«As nossas instituições do Serviço Nacional de Saúde têm de ser seguras em primeiro lugar», considera Marta Temido, que diz estar a acompanhar as notícias mais recentes com preocupação 

A notícia mais recente que dá conta da agressão de um utente a dois médicos, em Setúbal, depois de ter estado, alegadamente, quatro horas à espera num serviço de urgência.

Segundo os números avançados por Marta Temido à TSF e ao DN, nos primeiros nove meses do ano passado registaram-se tantos casos de violência contra profissionais de saúde como em todo o ano de 2018.

Foram 900 casos ao todo, sendo a maioria deles violência verbal contra médicos, enfermeiros e outros profissionais, sendo que «o principal grupo visado é o dos enfermeiros».

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06 de Janeiro de 2020
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Publicada originalmente em www.univadis.pt

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