Médicos de Saúde Pública aconselhados a deixar de fazer juntas médicas

por Teresa Mendes | 09.01.2020

1.º Fórum Médico de Saúde Pública
As Organizações Médicas da Saúde Pública recomendam aos clínicos de Saúde Pública que «solicitem a exoneração, ou não aceitem ser nomeados como membros das juntas médicas de avaliação de incapacidade», defendendo ser urgente que estes médicos possam ficar libertos para desempenhar funções que realmente protejam a saúde das populações.

Esta é uma das decisões que resultou do 1.º Fórum Médico de Saúde Pública, realizado esta terça-feira, em Lisboa, e que juntou a Ordem dos Médicos, a Associação Nacional dos Médicos de Saúde Pública, a Federação Nacional dos Médicos e o Sindicato Independente dos Médicos.

De acordo com aquelas organizações, que emitiram um comunicado, «urge repensar o sistema das juntas médicas, libertando os médicos de Saúde Pública para as funções que trazem ganhos de saúde da população, materializando alguma das diversas propostas alternativas já apresentadas ao Governo». 

Para esse efeito, informam que solicitaram uma reunião com a ministra da Saúde, «com carácter de urgência» e que irão reunir novamente no dia 4 de fevereiro, «para acompanhamento da situação e para deliberar sobre futuras ações».

O comunicado chama ainda a atenção para a necessidade urgente de «concretizar e implementar a consecutivamente adiada Reforma da Saúde Pública, criando uma Comissão de Reforma (à semelhança das outras áreas), fazendo uma reflexão ampla sobre o papel e organização dos Serviços de Saúde Pública portugueses», bem como para a necessidade de «ser regulamentado e pago o suplemento de Autoridade de Saúde, devido há mais de uma década e que é de inteira justiça».

De acordo as organizações Médicas da Saúde Pública, «urge repensar o sistema das juntas médicas, libertando os médicos de Saúde Pública para as funções que trazem ganhos de saúde da população, materializando alguma das diversas propostas alternativas já apresentadas ao Governo»

Miguel Guimarães, bastonário da Ordem dos Médicos, presente na reunião, lamentou que «a reforma da Saúde Pública continue parada» e que existam especialistas desta área «que praticamente só fazem juntas médicas».

«Estão a ser completamente desaproveitados, porque são essenciais para melhorar a Saúde Pública em Portugal», frisou o responsável.

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09 de Janeiro de 2020
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Publicada originalmente em www.univadis.pt

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