«Votar em massa significa dar um grito de alerta»

por Teresa Mendes | foto de "DR" | 14.01.2020

Actual bastonário apela ao voto nas eleições para a Ordem dos Médicos
A poucos dias das eleições, o atual e único candidato a bastonário da Ordem dos Médicos apela ao voto em massa, considerando que «não podemos arriscar que uma eventual votação menos expressiva seja confundida ou manipulada com a ideia de que os médicos estão conformados com a situação atual que se vive na saúde, com a aceitação de que a nossa profissão pode continuar a não ser respeitada».

Numa nota enviada aos médicos, Miguel Guimarães, defende que «votar em massa significa dar um grito de alerta. Significa dizer aos políticos que os médicos estão preocupados com a saúde, com os doentes, com o SNS, com as condições de trabalho, com a segurança clínica, com a falta de respeito e desvalorização da profissão médica».

De acordo com o responsável, este momento é «determinante», pois, «ou votamos na defesa da qualidade da medicina, dos doentes e dos médicos. Votamos na nossa dignidade, no respeito e na valorização da nossa profissão. Votamos na nossa Ordem, a Ordem de todos os Médicos.

Ou não votamos, e deixamos o caminho aberto para que os políticos e, em especial, a ministra da Saúde, possam avançar sem receio com medidas que vão ferir a nossa condição de ‘Ser Médico’, humilhar a nossa vida, “escravizar” e “subjugar” o nosso trabalho, banalizar o nosso conhecimento e desonrar a nossa responsabilidade, com prejuízo claro para os doentes e para Portugal».

Numa nota enviada aos médicos, Miguel Guimarães, defende que «votar em massa significa dar um grito de alerta. Significa dizer aos políticos que os médicos estão preocupados com a saúde, com os doentes, com o SNS, com as condições de trabalho, com a segurança clínica, com a falta de respeito e desvalorização da profissão médica» 

Na opinião de Miguel Guimarães, esta é, por isso, a «oportunidade de dizer “não” à ministra da Saúde, “sim”  à Ordem dos Médicos; “Não” aos difamadores da medicina e da profissão médica, “sim” a todos aqueles que continuam a acreditar e ter em esperança em nós, médicos; “Não” aos políticos que fazem más políticas de saúde, “sim” aos doentes e aos médicos; “Não” à abstenção, “sim” ao voto».

«Acredito que juntos vamos ter uma Ordem ainda mais forte e preparar a Ordem dos Médicos para os desafios que temos pela frente. Vamos fazer com que os médicos e a medicina portuguesa sejam mais respeitados e valorizados», destaca o atual bastonário que será reeleito nas eleições da Ordem dos Médicos, que ser realizam no próximo dia 16 de janeiro.

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14 de Janeiro de 2020
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Publicada originalmente em www.univadis.pt

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