Entregue petição para alargamento do acesso gratuito a dispositivos de PSCI
por Teresa Mendes | 16.01.2020
Bombas de insulina representam ganhos no presente, mas também no futuro
Os Diabét1cos, um grupo de apoio a pessoas com diabetes, entregou esta terça-feira na Assembleia da República (AR) a petição pública em defesa do alargamento da comparticipação de bombas de insulina para maiores de 18 anos, que conta com um total de 10886 assinaturas.
Lançada em dezembro de 2018, a petição tem como objetivo principal pedir a intervenção da AR para que se avance com legislação tendo em vista o alargamento da comparticipação de bombas de insulina para todos os diabéticos que sejam recomendados pelas equipas médicas e que estejam aptos a utilizar o dispositivo.
A petição pretende também pedir que sejam introduzidas alterações na forma como é feita a escolha dos dispositivos a atribuir através da comparticipação. O objetivo é que mais marcas de bombas de insulina possam estar à disposição, de modo a permitir um melhor ajuste do dispositivo médico ao paciente.
O documento foi entregue em mão ao vice-presidente do Parlamento, António Filipe, em representação do presidente da Assembleia da República Ferro Rodrigues, por Sérgio Tavares da Silva, primeiro peticionário e fundador do Grupo DiabéT1cos, Teresa Alves e Idálio Reis, ambos moderadores no grupo.
A petição tem como objetivo principal pedir a intervenção da AR para que se avance com legislação tendo em vista o alargamento da comparticipação de bombas de insulina para todos os diabéticos que sejam recomendados pelas equipas médicas e que estejam aptos a utilizar o dispositivo
O encontro contou também com a presença da Associação Protetora dos Diabéticos de Portugal (APDP), na figura do seu presidente, José Manuel Boavida, associação esta que tem apoiado a petição desde o primeiro momento.
Recorde-se que os Dispositivos de Perfusão Subcutânea Contínua de Insulina (dispositivos de PSCI, vulgo bombas de insulina) permitem um melhor controlo da diabetes e uma maior flexibilidade na vida de um utente com diabetes.
Entre outros aspetos, a bomba de insulina permite um melhor controlo da diabetes e uma maior flexibilidade na vida de um utente com diabetes, evitando, por exemplo, cumprimentos de horários rígidos das refeições ou um melhor ajuste na administração da insulina para o caso de quem profissionalmente trabalha por turnos.
Este dispositivo permite ter uma segurança de limite máximo de insulina injetada, algo que não é possível com as atuais canetas que podem levar a hipoglicemias graves ou mesmo até à morte em situações de doses incorretas de insulina ou de troca de insulina lenta por insulina ultrarrápida, bem como menos injeções no corpo.
Das atuais 6 a 10 injeções diárias com canetas, seria apenas necessária a inserção de um cateter de 3 em 3 dias.
Segundo aquele grupo, «a atribuição de uma bomba de insulina a uma pessoa com diabetes tipo 1 é um ganho não só no presente - com o doente a poder gerir melhor e com mais qualidade a doença -, mas também no futuro, uma vez que uma boa gestão da diabetes é chave essencial para a diminuição dos riscos de problemas futuros (como pé diabético, neuropatias, lesões oculares e renais, doença cardíaca entre outras) e, consequentemente, menos gastos financeiros para o Sistema Nacional de Saúde».
20tm03n
16 de Janeiro de 2020
2003Pub5f20tm03n
Publicada originalmente em www.univadis.pt
Lançada em dezembro de 2018, a petição tem como objetivo principal pedir a intervenção da AR para que se avance com legislação tendo em vista o alargamento da comparticipação de bombas de insulina para todos os diabéticos que sejam recomendados pelas equipas médicas e que estejam aptos a utilizar o dispositivo.
A petição pretende também pedir que sejam introduzidas alterações na forma como é feita a escolha dos dispositivos a atribuir através da comparticipação. O objetivo é que mais marcas de bombas de insulina possam estar à disposição, de modo a permitir um melhor ajuste do dispositivo médico ao paciente.
O documento foi entregue em mão ao vice-presidente do Parlamento, António Filipe, em representação do presidente da Assembleia da República Ferro Rodrigues, por Sérgio Tavares da Silva, primeiro peticionário e fundador do Grupo DiabéT1cos, Teresa Alves e Idálio Reis, ambos moderadores no grupo.
A petição tem como objetivo principal pedir a intervenção da AR para que se avance com legislação tendo em vista o alargamento da comparticipação de bombas de insulina para todos os diabéticos que sejam recomendados pelas equipas médicas e que estejam aptos a utilizar o dispositivo
O encontro contou também com a presença da Associação Protetora dos Diabéticos de Portugal (APDP), na figura do seu presidente, José Manuel Boavida, associação esta que tem apoiado a petição desde o primeiro momento.
Recorde-se que os Dispositivos de Perfusão Subcutânea Contínua de Insulina (dispositivos de PSCI, vulgo bombas de insulina) permitem um melhor controlo da diabetes e uma maior flexibilidade na vida de um utente com diabetes.
Entre outros aspetos, a bomba de insulina permite um melhor controlo da diabetes e uma maior flexibilidade na vida de um utente com diabetes, evitando, por exemplo, cumprimentos de horários rígidos das refeições ou um melhor ajuste na administração da insulina para o caso de quem profissionalmente trabalha por turnos.
Este dispositivo permite ter uma segurança de limite máximo de insulina injetada, algo que não é possível com as atuais canetas que podem levar a hipoglicemias graves ou mesmo até à morte em situações de doses incorretas de insulina ou de troca de insulina lenta por insulina ultrarrápida, bem como menos injeções no corpo.
Das atuais 6 a 10 injeções diárias com canetas, seria apenas necessária a inserção de um cateter de 3 em 3 dias.
Segundo aquele grupo, «a atribuição de uma bomba de insulina a uma pessoa com diabetes tipo 1 é um ganho não só no presente - com o doente a poder gerir melhor e com mais qualidade a doença -, mas também no futuro, uma vez que uma boa gestão da diabetes é chave essencial para a diminuição dos riscos de problemas futuros (como pé diabético, neuropatias, lesões oculares e renais, doença cardíaca entre outras) e, consequentemente, menos gastos financeiros para o Sistema Nacional de Saúde».
20tm03n
16 de Janeiro de 2020
2003Pub5f20tm03n
Publicada originalmente em www.univadis.pt
Entregue petição para alargamento do acesso gratuito a dispositivos de PSCI