Banco de Cérebros quer passar a receber doações de exemplares saudáveis

20.01.2020

Dados obtidos de um cérebro saudável são «valiosíssimos»
O Banco de Cérebros Humanos de Portugal, o único no país, e que funciona desde 2012 no Hospital de Santo António, no Porto, quer começar a receber a partir deste ano doações de exemplares sãos e não apenas de pessoas com doenças neurológicas «bem definidas», como por exemplo Alzheimer, Parkinson ou Esclerose Lateral Amiotrófica.

Até agora, o Banco apenas recebe cérebros com doenças neurológicas, mas quer passar a receber cérebros sãos, contou este domingo à Lusa o coordenador-executivo, Ricardo Taipa.
«Este ano temos de arranjar forma de ter cérebros de adultos saudáveis e que estejam dispostos a colaborar com a ciência», afirmou.
 
Contudo, para que esta ideia se concretize, o dador, que deverá manifestar essa vontade em vida por escrito, e o Banco conseguir obter informações detalhadas sobre a sua saúde, nomeadamente se tem alguma doença, tendo de ser um projeto articulado com clínicos associados para haver «feedback», salientou.

Segundo Ricardo Taipa, os dados obtidos de um cérebro saudável são «valiosíssimos» para perceber o que é normal e anormal e fundamentais para o futuro e, portanto, a importância da sua recolha é «urgente».

Por exemplo, se os profissionais não souberem como é um cérebro de uma pessoa cognitivamente normal aos 90 anos não conseguem comparar com um cérebro de uma pessoa de 60, 70 ou 80 anos com uma doença, ressalvou.

Segundo Ricardo Taipa, os dados obtidos de um cérebro saudável são «valiosíssimos» para perceber o que é normal e anormal e fundamentais para o futuro e, portanto, a importância da sua recolha é «urgente» 

Actualmente, e dado não terem esses tecidos, o neuropatologista explicou que sempre que precisam desse material para estudos de comparação solicitam a outros bancos de cérebros internacionais, dado integrarem uma rede de bancos.

O primeiro passo para que seja uma realidade em Portugal já foi dado.
«Tivemos uma reunião com a nossa comissão científica, da qual faz parte o Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar (ICBAS), no Porto, e a Escola de Medicina da Universidade do Minho, em Braga, para estudar a possibilidade de colher tecido cerebral dos corpos que são doados à ciência para o ensino», adiantou o responsável.

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20 de Janeiro de 2020
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Publicada originalmente em www.univadis.pt

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