Portugal é o país da Europa Ocidental onde se morre mais por AVC
por Teresa Mendes | 21.01.2020
SPC apresenta o «Atlas da Cardiologia»
Portugal é o país da Europa Ocidental onde mais pessoas têm hipertensão arterial e onde existe a mais elevada taxa de mortalidade por acidente vascular cerebral (AVC), segundo o «Atlas da Cardiologia» da Sociedade Europeia de Cardiologia, apresentado esta segunda-feira, em Lisboa, pela Sociedade Portuguesa de Cardiologia (SPC).
«No que diz respeito à mortalidade por AVC por milhão de habitantes, Portugal ocupa apenas a 25.ª posição (em 51) entre as mulheres e a 28.ª posição entre os homens, com mortalidades superiores às de todos os países da Europa Ocidental», pode ler-se no documento publicado no site da SPC.
A título de exemplo, revela que a mortalidade em Portugal por AVC é o dobro da observada na França.
Portugal é o país da Europa Ocidental onde mais pessoas têm hipertensão arterial e onde existem as taxas de mortalidade por acidente vascular cerebral mais elevadas, segundo o Atlas da Cardiologia da Sociedade Europeia de Cardiologia
Relativamente à hipertensão arterial, sedentarismo, dislipidemia e diabetes, os números também não são animadores.
Entre os 54 países analisados, Portugal é o 33.º com maior taxa de hipertensão arterial entre as mulheres, e o 22.º entre os homens. Neste parâmetro, o nosso país «apresenta taxas superiores às de todos os restantes países mediterrânicos e às de todos os países da Europa Ocidental (dados de 2015)».
Quanto à atividade física, Portugal é o segundo país (entre 47) com maior taxa de inatividade física (definida como a percentagem da população que realiza menos de 150 minutos de atividade física moderada ou menos de 75 minutos de atividade física intensa, por semana)
. «Mais de 40% da população portuguesa não faz exercício, valor 2 a 3 vezes superior à dos países em que se pratica mais exercício (dados de 2016)», aponta o relatório.
No que concerne à dislipidemia, Portugal é o 23.º país (em 54) com maior taxa de incidência de dislipidemia entre os homens, e o 20.º entre as mulheres (dados de 2016).
Ocupamos também o 10.º lugar na taxa de maior incidência de diabetes, entre os 55 analisados países analisados, sendo que a incidência portuguesa (perto de 10%) é muito superior à de outros países como a França e a Itália, cuja incidência é aproximadamente metade da portuguesa.
Os números são bastante mais alentadores no que concerne à morte cardiovascular. Entre os 48 países analisados, «Portugal é o 12.º com menor mortalidade cardiovascular por milhão de habitantes entre as mulheres e o 11.º com menor mortalidade cardiovascular por milhão de habitantes entre os homens, com resultados apenas ligeiramente inferiores ao de países com PIBs per capita e despesas de saúde muito superiores às portuguesas».
Adicionalmente, o nosso país «é o 4.º país (entre 51) com menor mortalidade por doença coronária por milhão de habitantes entre as mulheres e 4.º com menor mortalidade cardiovascular por milhão de habitantes entre os homens», lê-se no documento.
Em declarações à agência Lusa, o presidente da SPC, Victor Gil, afirmou que os dados vão no sentido dos indicadores nacionais e que indicam que «Portugal está razoavelmente bem» relativamente às doenças isquémicas do coração, mas «menos bem» no acidente vascular cerebral, em que «há um grande caminho a percorrer e muito trabalho a fazer».
20tm04e
21 de Janeiro de 2020
2004Pub3f20tm04e
Publicada originalmente em www.univadis.pt
«No que diz respeito à mortalidade por AVC por milhão de habitantes, Portugal ocupa apenas a 25.ª posição (em 51) entre as mulheres e a 28.ª posição entre os homens, com mortalidades superiores às de todos os países da Europa Ocidental», pode ler-se no documento publicado no site da SPC.
A título de exemplo, revela que a mortalidade em Portugal por AVC é o dobro da observada na França.
Portugal é o país da Europa Ocidental onde mais pessoas têm hipertensão arterial e onde existem as taxas de mortalidade por acidente vascular cerebral mais elevadas, segundo o Atlas da Cardiologia da Sociedade Europeia de Cardiologia
Relativamente à hipertensão arterial, sedentarismo, dislipidemia e diabetes, os números também não são animadores.
Entre os 54 países analisados, Portugal é o 33.º com maior taxa de hipertensão arterial entre as mulheres, e o 22.º entre os homens. Neste parâmetro, o nosso país «apresenta taxas superiores às de todos os restantes países mediterrânicos e às de todos os países da Europa Ocidental (dados de 2015)».
Quanto à atividade física, Portugal é o segundo país (entre 47) com maior taxa de inatividade física (definida como a percentagem da população que realiza menos de 150 minutos de atividade física moderada ou menos de 75 minutos de atividade física intensa, por semana)
. «Mais de 40% da população portuguesa não faz exercício, valor 2 a 3 vezes superior à dos países em que se pratica mais exercício (dados de 2016)», aponta o relatório.
No que concerne à dislipidemia, Portugal é o 23.º país (em 54) com maior taxa de incidência de dislipidemia entre os homens, e o 20.º entre as mulheres (dados de 2016).
Ocupamos também o 10.º lugar na taxa de maior incidência de diabetes, entre os 55 analisados países analisados, sendo que a incidência portuguesa (perto de 10%) é muito superior à de outros países como a França e a Itália, cuja incidência é aproximadamente metade da portuguesa.
Os números são bastante mais alentadores no que concerne à morte cardiovascular. Entre os 48 países analisados, «Portugal é o 12.º com menor mortalidade cardiovascular por milhão de habitantes entre as mulheres e o 11.º com menor mortalidade cardiovascular por milhão de habitantes entre os homens, com resultados apenas ligeiramente inferiores ao de países com PIBs per capita e despesas de saúde muito superiores às portuguesas».
Adicionalmente, o nosso país «é o 4.º país (entre 51) com menor mortalidade por doença coronária por milhão de habitantes entre as mulheres e 4.º com menor mortalidade cardiovascular por milhão de habitantes entre os homens», lê-se no documento.
Em declarações à agência Lusa, o presidente da SPC, Victor Gil, afirmou que os dados vão no sentido dos indicadores nacionais e que indicam que «Portugal está razoavelmente bem» relativamente às doenças isquémicas do coração, mas «menos bem» no acidente vascular cerebral, em que «há um grande caminho a percorrer e muito trabalho a fazer».
20tm04e
21 de Janeiro de 2020
2004Pub3f20tm04e
Publicada originalmente em www.univadis.pt
Portugal é o país da Europa Ocidental onde se morre mais por AVC