Sociedade Portuguesa de Gastrenterologia celebra 60 anos

por Teresa Mendes | 21.01.2020

Seis décadas «pautadas por importantes progressos»
A Sociedade Portuguesa de Gastrenterologia (SPG) celebra 60 anos de desenvolvimento científico, associativo e social nas doenças do aparelho digestivo. Fundada em 19 de janeiro de 1960, a SPG é uma associação científica de utilidade púbica sem fins lucrativos, «que nasceu da vontade de um conjunto de médicos interessados pelas doenças do aparelho digestivo».

Num comunicado, a SPG destaca «60 anos de um percurso notável de prestígio científico, de constante inovação e modernização, de reconhecimento internacional, de serviço à comunidade e de excelência da medicina». 

Foram seis décadas «de desenvolvimento científico, associativo e social nas doenças do aparelho digestivo, durante as quais, vinte e sete presidentes conduziram a SPG à notoriedade dentro e além-fronteiras, levando a cabo as suas grandes metas: a promoção da investigação e divulgação científica entre os seus pares e a população», diz ainda a nota à Imprensa.
 
Estes anos, segundo a SPG, «foram pautados por importantes progressos que permitiram salvar muitas vidas e contribuir para o aumento da esperança média de vida, que progrediu 20 anos em relação a 1960».

Foram seis décadas «de desenvolvimento científico, associativo e social nas doenças do aparelho digestivo, durante as quais, vinte e sete presidentes conduziram a SPG à notoriedade dentro e além-fronteiras» 

Foram eles, o crescente desenvolvimento da endoscopia (endoscopia digestiva alta, endoscopia para o pâncreas e vias biliares, colonoscopia para o cólon, cápsula para o intestino delgado), o tratamento da úlcera duodenal, a identificação do Helicobacter pylori, do vírus da hepatite B (estas duas últimas descobertas mereceram o Prémio Nobel) e a descoberta do vírus da hepatite C.

A descoberta da vacina da hepatite B, os medicamentos para controlar a hepatite B, a cura da hepatite C, a noção da importância do rastreio do cancro do cólon, o transplante hepático ou o uso da elastografia hepática.

Além disso, os constantes progressos tecnológicos «permitiram não só grandes melhorias nos exames de diagnóstico radiológicos e laboratoriais como também a obtenção de muitos medicamentos inovadores e de muitos dispositivos médicos». 

Em suma, reflecte aquela Sociedade, «tudo isto mudou, de forma muito marcante, o paradigma da prática desta especialidade, já que atualmente é mais fácil diagnosticar, tratar e curar, e salvar Vidas».

Para o futuro, a SPG espera «um contínuo desenvolvimento da tecnologia, aperfeiçoamento constante da prática clínica, novas descobertas no sentido da cura de algumas doenças e minimizar o sofrimento Humano».

«A SPG continuará o seu trabalho constante centrado em proporcionar os melhores cuidados à população portuguesa, com qualidade, rigor científico e profissionalismo», garante a Sociedade. 

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21 de Janeiro de 2020
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Publicada originalmente em www.univadis.pt

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