Deixar de fumar um mês antes de uma cirurgia permite melhor recuperação

por Teresa Mendes | 23.01.2020

OMS alerta que fumar eleva o risco de complicações pós-cirurgia 
Os fumadores que deixem de fumar pelo menos um mês antes de uma cirurgia têm menores probabilidades de ter complicações pós-cirúrgicas, melhorando os seus resultados de saúde em 19% devido a um melhor fluxo sanguíneo para órgãos essenciais de todo o corpo, segundo um relatório da Organização Mundial de Saúde (OMS).

«Os fumadores que deixam de fumar aproximadamente quatro semanas ou mais antes da cirurgia apresentam menor risco de complicações e melhores resultados passados seis meses», assegura a OMS num comunicado, referindo que «as pessoas que deixam de fumar são menos propensos a sofrer complicações com a anestesia, quando comparados com os fumadores regulares».

De acordo com este novo estudo da OMS, Universidade de Newcastle, na Austrália, e da Federação Mundial das Sociedades de Anestesiologistas, divulgado esta terça-feira, «os fumadores correm um risco significativamente maior do que os não fumadores após serem submetidos a uma cirurgia, incluindo o comprometimento das funções cardíacas e pulmonares, infeções e dificuldades na cicatrização».

«O relatório fornece evidências de que há vantagens em adiar pequenas cirurgias ou cirurgias não urgentes para dar aos doentes a oportunidade de deixar de fumar», salienta Vinayak Prasad, chefe da Unidade Sem Tabaco, da OMS 

«O relatório fornece evidências de que há vantagens em adiar pequenas cirurgias ou cirurgias não urgentes para dar aos doentes a oportunidade de deixar de fumar», salienta Vinayak Prasad, chefe da Unidade Sem Tabaco, da OMS.

A organização esclarece igualmente que a nicotina e o monóxido de carbono, ambos presentes nos cigarros, «podem diminuir os níveis de oxigénio e aumentar muito o risco de complicações cardíacas após a cirurgia».

Além disso, «o tabagismo também danifica os pulmões, dificultando a circulação da quantidade adequada de ar, aumentando o risco de complicações pós-cirúrgicas nos pulmões. Fumar pode ainda atrasar a cicatrização e aumentar o risco de infeção no local da ferida».

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23 de Janeiro de 2020
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Publicada originalmente em www.univadis.pt

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