«A Saúde Pública e o SNS não vivem de intenções nem de "juras de amor”»

por Teresa Mendes | 29.01.2020

SIM envia carta aberta à ministra da Saúde
«Quarenta anos decorridos da criação do Serviço Nacional de Saúde (SNS), continuamos a aguardar a tão propalada reforma da Saúde Pública», salienta o Sindicato Independente dos Médicos (SIM) numa carta aberta dirigida à ministra da Saúde, lembrando a Marta Temido que «a Saúde Pública e o SNS não vivem de intenções nem de "juras de amor”».

«Estamos fartos de palavras, plenas de demagogia, mas vazias de significado. Perante a surdez de Vossa Excelência esperamos que, com esta carta, aberta a todos os cidadãos, possamos ser ouvidos em sede própria e ver realizadas as nossas muito timoratas aspirações», lê-se no documento publicado esta segunda-feira no site daquele sindicato. 

O SIM recorda que enviou um ofício a Marta Temido no início das suas funções em novembro de 2018, que incluía um caderno reivindicativo essencial à dignificação da atividade médica de Saúde Pública.
Contudo, «infelizmente, nada se passou, entretanto, não obstante o alegado "virar da página” da austeridade e de mais de um ano de exercício ministerial», lamenta o sindicato.

«Quarenta anos decorridos da criação do Serviço Nacional de Saúde (SNS), continuamos a aguardar a tão propalada reforma da Saúde Pública», salienta o Sindicato Independente dos Médicos (SIM) numa carta aberta dirigida à ministra da Saúde 

Entre as reivindicações, «muitas delas, reiteradamente apresentadas e sistematicamente ignoradas», encontram-se a compensação pelo trabalho extraordinário no decurso da disponibilidade permanente; a atribuição do regime de disponibilidade permanente a todos os médicos da área de exercício profissional médico de Saúde Pública, independentemente do local de exercício de funções; a atribuição do suplemento remuneratório aos médicos que exercem o poder de Autoridade de Saúde, legalmente previsto desde 2009, não obstante nunca ter sido atribuído por ausência de regulamentação em sede de portaria conjunta; a abertura de vagas para especialistas em Saúde Pública em hospitais; e a criação de centros de avaliação médica para benefícios fiscais e sociais. 

A missiva pode ser consultada na íntegra aqui.

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29 de Janeiro de 2020
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Publicada originalmente em www.univadis.pt

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