Coronavírus: Autoridades portuguesas preparam rede nacional de prevenção

por Teresa Mendes | 29.01.2020

Portugueses a retirar de Wuhan serão avaliados à chegada a Portugal
 As autoridades de saúde portuguesas estão a preparar uma rede nacional de prevenção contra o surto do novo coronavírus (2019-nCoV) proveniente da China, mas que já chegou à Europa.
Para o efeito a Direção-Geral da Saúde (DGS) enviou aos hospitais portugueses uma circular interna com os procedimentos a adotar em caso de suspeita de contágio.

A rede nacional de prevenção inclui hospitais, centros de saúde e administrações regionais de saúde e tem em alerta o Hospital de São João, no Porto, e os hospitais de Curry Cabral e de Dona Estefânia, em Lisboa.

Os profissionais de saúde já estão informados que devem ter cuidados reforçados para evitar o contágio e a propagação do vírus e que caso suspeitem de infeção, devem colocar de imediato em isolamento os doentes que cheguem aos hospitais com sintomas e protegê-los com máscaras cirúrgicas. Depois, devem ligar para a linha de apoio da DGS.

A rede nacional de prevenção inclui hospitais, centros de saúde e administrações regionais de saúde e tem em alerta o Hospital de São João, no Porto, e o Hospital de Curry Cabral e de Dona Estefânia, em Lisboa 

Entretanto, os portugueses a retirar de Wuhan (epicentro do surto) serão avaliados à chegada a Portugal para determinar o risco de exposição ao vírus e só depois serão tomadas eventuais medidas de isolamento social, explicou esta terça-feira à Lusa a diretora-geral da Saúde.

«A primeira coisa que temos de perceber quando chegarem é o risco que têm de poder ter contraído uma infeção. Se o risco for muito pequeno não se tomam medidas», sublinhou, acrescentando que «a história inicial é que vai determinar o risco e em função desse risco é que se aconselham medidas» de isolamento social.

«Se os portugueses já estiveram nos últimos 14 dias nas suas casas em Wuhan, não tiveram contactos com pessoas ou animais, não estiveram expostos a nada, não têm sintomas, não há nenhum motivo para os colocar em isolamento social», defendeu Graça Freitas.

Para a responsável da autoridade de saúde portuguesa, são estas «medidas de bom-senso que se devem tomar».

Recorde-se ainda que em Portugal foram ativados os protocolos estabelecidos para situações do género, reforçando no Serviço Nacional de Saúde a linha Saúde 24, através do número 800242424, e a linha de apoio médico, para triagem e evitar que em caso de eventual contágio as pessoas não encham os centros de saúde e as urgências dos hospitais.

Os sintomas associados à infeção causada pelo coronavírus são mais intensos do que uma gripe e incluem febre, dor, mal-estar geral e dificuldades respiratórias, como falta de ar.

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29 de Janeiro de 2020
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Publicada originalmente em www.univadis.pt

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