Violência no SNS: Fórum Médico vai responsabilizar ministra por inação

por Teresa Mendes | foto de "DR" | 30.01.2020

Reunião juntou Ordem, associações e sindicatos médicos
O Fórum Médico deliberou esta quarta-feira que vai responsabilizar a ministra da Saúde por inação por todos os casos de violência que aconteçam no SNS «jurídica e publicamente», bem como pedir reuniões urgentes ao primeiro-ministro e ao Presidente da República.

Constituído pelas associações representantes dos médicos, sindicatos e Ordem dos Médicos (OM), o Fórum decidiu também que irá solicitar encontros com caráter de urgência, aos líderes parlamentares da Assembleia da República e às comissões parlamentares de Saúde e de Assuntos Constitucionais, para além do primeiro-ministro e do Presidente da República.

Numa tomada de posição conjunta é também recomendado a todos os médicos «que não aceitem e denunciem as situações de falta de segurança clínica e física» ao bastonário da Ordem dos Médicos e às administrações das unidades em que trabalham.

O bastonário da OM, Miguel Guimarães, considera que está na altura de responsabilizar a ministra da Saúde, Marta Temido, por «não estar a fazer nada para tentar prevenir» as situações de violência contra profissionais de saúde ou para «proteger as pessoas que estão a servir a causa pública e os doentes».

Numa tomada de posição conjunta é recomendado a todos os médicos «que não aceitem e denunciem as situações de falta de segurança clínica e física» ao bastonário da Ordem dos Médicos e às administrações das unidades em que trabalham 

«É uma situação que deixa a comunidade médica intranquila. Tem de se reverter esta situação. Não se reverte com bolinhos e chazinhos nas salas de espera nem criando um gabinete de segurança junto da ministra da Saúde», afirmou o responsável na ocasião.

A estrutura pretende igualmente envolver outros profissionais, os doentes e a sociedade civil para «acabar com a impunidade e com a falência do Estado» nesta matéria de agressões e violência contra profissionais de saúde.

Estiveram presentes no Fórum, o Sindicato Independente dos Médicos, a Federação Nacional dos Médicos, a Associação Nacional dos Médicos de Saúde Pública, a Associação Portuguesa de Medicina Geral e Familiar, a Federação Portuguesa das Sociedades Científicas Médicas, a Associação Portuguesa dos Médicos da Carreira Hospitalar, a Associação dos Médicos Portugueses da Indústria Farmacêutica, a Associação Nacional de Estudantes de Medicina e a Ordem dos Médicos.

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30 de Janeiro de 2020
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Publicada originalmente em www.univadis.pt

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