Em 2019, a pneumonia matou uma criança a cada 39 segundos

por Teresa Mendes | foto de "DR" Foto: Unicef/Siegfried Modola | 03.02.2020

Falta de acesso a vacinas e antibióticos é uma das causas de mortes evitáveis 
Desnutrição, poluição do ar e falta de acesso a vacinas e antibióticos estão entre as principais causas de mortes evitáveis ​​por pneumonia.
Um novo estudo, realizado pela Johns Hopkins University, mostra que o aumento dos esforços e de medidas de combate à doença «podem evitar a morte de quase 9 milhões de crianças».

De acordo com a análise, «o aumento dos serviços de tratamento e prevenção de pneumonia podem salvar a vida de 3,2 milhões de crianças com menos de cinco anos, facto que também criaria “um efeito cascata”, impedindo 5,7 milhões de mortes infantis adicionais por outras doenças comuns na infância».

Um novo estudo, realizado pela Johns Hopkins University, mostra que o aumento dos esforços e de medidas de combate à doença «podem evitar a morte de quase 9 milhões de crianças»

No primeiro Fórum Internacional sobre Pneumonia Infantil, que terminou este fim-de-semana em Barcelona, foi igualmente avançado que «em 2019, a pneumonia matou 800 mil menores, ou uma criança a cada 39 segundos» e que «uma em cada três crianças com sintomas não recebe cuidados médicos básicos».

De facto, as mortes infantis por pneumonia estão concentradas nos países mais pobres do mundo e são as crianças mais carentes e marginalizadas as que mais sofrem, destaca a Organização das Nações Unidas numa nota à Imprensa, acrescentando que as estimativas revelam que «entre 2020 e 2030, 6,3 milhões crianças com menos de cinco anos podem morrer por causa da doença».

Na próxima década, as mortes devem ser mais elevadas na Nigéria, com 1,4 milhão de vítimas infantis, na Índia, com 880 mil, na República Democrática do Congo, com 350 mil e na Etiópia, com 280 mil.

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03 de Fevereiro de 2020
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Publicada originalmente em www.univadis.pt

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