«De 0 a 10, quanto dói?»

por Teresa Mendes | 11.02.2020

Campanha em 1200 farmácias sensibiliza para diagnóstico precoce da dor
 Alertar a população para a importância de um diagnóstico mais precoce da dor, enquanto fator diferenciador no sucesso das terapêuticas, é o lema da campanha nacional «De 0 a 10. Quanto dói?», que envolve a participação de 1200 farmácias e que vai estender-se até março.

Segundo um comunicado dos promotores, as farmácias e a Cooprofar - Cooperativa dos Proprietários de Farmácias, a campanha quer aproveitar «a relação de proximidade e confiança que a farmácia estabelece com cada um dos seus utentes» para transformar «o farmacêutico num profissional de saúde de fácil acesso para, desde logo, ajudar a identificar o tipo e intensidade da dor».

A nota à Imprensa salienta ainda que «a capacidade do farmacêutico para funcionar como o primeiro contacto na cadeia de saúde pode possibilitar uma antecipação do diagnóstico e, consequentemente, a minimização da dor ou encaminhamento para acompanhamento médico especializado”.

Citando um estudo da Universidade do Porto, o comunicado refere que “Portugal gasta 4.610 milhões de euros anuais com tratamentos, baixas e reformas antecipadas devido à dor crónica».

A campanha é também dotada de uma vertente informativa e formativa, «procurando clarificar os diferentes tipos e origens da dor, bem como explicar de que forma os utentes podem participar mais ativamente no seu próprio tratamento».

Alertar a população para a importância de um diagnóstico mais precoce da dor, enquanto fator diferenciador no sucesso das terapêuticas, é o lema da campanha nacional «De 0 a 10. Quanto dói?», que envolve a participação de 1200 farmácias e que vai estender-se até março

A par destas medidas, serão organizadas «ações de formação destinadas a profissionais de farmácia, com o objetivo de dotá-los de maiores competências para ajudar os seus utentes no combate à dor», lê-se na nota de imprensa.

Enfatizando ser a dor «um dos fatores que mais influencia a qualidade de vida das pessoas, com implicações relevantes na vertente familiar e laboral», a nota de imprensa acrescenta que «a dor crónica afeta mais de três milhões de portugueses, sendo a segunda doença mais prevalente no país, responsável por quase 50% de todas as ausências do trabalho e 60% de incapacidade permanente para trabalhar».

Todas as informações disponíveis na plataforma da campanha aqui.

20tm07h
11 de Fevereiro de 2020
2007Pub3f20tm07h

Publicada originalmente em www.univadis.pt

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