Enfarte do miocárdio atinge 15 mil portugueses todos os anos

por Teresa Mendes | 13.02.2020

Dia Nacional do Doente Coronário assinalado a 14 de fevereiro 
Nas vésperas do Dia Nacional do Doente Coronário, que se assinala a 14 de fevereiro, a Sociedade Portuguesa de Cardiologia (SPC) deixa o alerta para «o número ainda elevado de pessoas que sofre de enfarte do miocárdio todos os anos». São 15 mil os portugueses atingidos anualmente pela patologia, «não sendo possível determinar com precisão a extensão da síndroma coronária crónica».

Num comunicado, a SPC destaca que, «apesar do cenário das doenças cardiovasculares em Portugal ser preocupante, tem vindo a melhorar progressivamente». 

De acordo com aquela Sociedade, os valores da doença isquémica do coração (enfarte e angina de peito) indicam que Portugal se encontra no grupo dos melhores países a nível europeu.

«Estes resultados são fruto de um trabalho continuado, de aposta na prevenção, diagnóstico e tratamento, com destaque para o modelo de resposta organizado na área do enfarte agudo do miocárdio – a via verde coronária», acrescenta Victor Gil, presidente da SPC.

Quanto ao controlo dos fatores de risco, «há um enorme caminho ainda a percorrer, especialmente nos hábitos de exercício físico, controlo da diabetes e hipertensão», destaca a nota à Imprensa. 

Nas vésperas do Dia Nacional do Doente Coronário, que se assinala a 14 de fevereiro, a Sociedade Portuguesa de Cardiologia (SPC) deixa o alerta para «o número ainda elevado de pessoas que sofre de enfarte do miocárdio todos os anos» 

Neste dia em que se dá destaque ao doente coronário, a SPC «reafirma igualmente a sua luta contra o tabagismo», sublinha Victor Gil, acrescentando que «a abstinência total do hábito de fumar é a única medida garantidamente eficaz para combater as doenças do coração, e que a extensão da proibição de fumar em todos os locais públicos é uma medida de saúde pública indispensável e urgente que desincentiva fumadores ativos e defende os não fumadores do fumo passivo».

Além disso, «acreditamos que ainda não existe evidência suficientemente robusta que suporte uma posição definitiva com base científica quanto ao tabaco vaporizado ou eletrónico, pelo que urge desenhar estudos com arquitetura sólida sob a orientação de entidades independentes que fundamentem posições definitivas», finaliza o responsável.

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13 de Fevereiro de 2020
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Publicada originalmente em www.univadis.pt

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