Utilização de medicamentos para o controlo da diabetes aumentou 44%
por Teresa Mendes | foto de "DR" INFARMED | 17.02.2020
Despesa do SNS com medicamentos duplicou em 10 anos
A utilização de medicamentos para o controlo da diabetes aumentou 44% entre 2009 e 2018. O consumo cresceu de modo mais significativo na classe das insulinas (+72%), «o que pode significar que existem mais diabéticos tipo 2 a ter necessidade de insulinoterapia», destaca um estudo do Infarmed.
Já no que se refere à utilização de antidiabéticos não insulínicos, a utilização aumentou em 39% entre 2009 e 2018, revelam os dados, agora publicados na edição mais recente do boletim «Infarmed Notícias», que analisaram a evolução da despesa e da utilização com medicamentos antidiabéticos no Serviço Nacional de Saúde (SNS) entre 2009 e 2018.
A investigação salienta que com a introdução de novas classes terapêuticas de antidiabéticos não insulínicos «observaram-se algumas alterações no padrão de prescrição», nomeadamente um «aumento muito significativo de inibidores das DPP 4, isolados ou em associação fixa desde 2009». Já em 2014, «observa-se um aumento da utilização de inibidores SGLT 2».
Os dados refletem também «um aumento da prescrição e utilização dos análogos GLP-1 e, ao invés, observa-se uma estabilização da utilização de metformina, o que não seria esperado considerando que é recomendada como 1.ª linha na abordagem farmacológica da DM tipo 2, quer nas guidelines nacionais quer nas internacionais», observam as autoras Cláudia Furtado e Elisabete Fernandes, da Direção de Informação e Planeamento Estratégico do Infarmed.
A utilização de medicamentos para o controlo da diabetes aumentou 44% entre 2009 e 2018. O consumo cresceu de modo mais significativo na classe das insulinas
Também os encargos para o SNS aumentaram, passando de 137,5 milhões de euros em 2009 para 291 milhões de euros em 2018, «o que corresponde a cerca de 23% dos encargos do SNS com medicamentos dispensados em farmácia comunitária», lê-se no estudo.
Quanto às insulinas, o «aumento da despesa foi também significativo, passando de 35 milhões de euros em 2009 para 70 milhões de euros em 2018, duplicando assim o valor dos encargos do SNS».
Segundo as autoras, «os antidiabéticos já representam 23% os encargos do SNS com medicamentos dispensados em farmácia comunitária».
Recorde-se que a diabetes afeta cerca de 10% da população portuguesa, entre os 25 e os 74 anos.
20tm08b
17 de Fevereiro de 2020
2008Pub2f20tm08b
Publicada originalmente em www.univadis.pt
Já no que se refere à utilização de antidiabéticos não insulínicos, a utilização aumentou em 39% entre 2009 e 2018, revelam os dados, agora publicados na edição mais recente do boletim «Infarmed Notícias», que analisaram a evolução da despesa e da utilização com medicamentos antidiabéticos no Serviço Nacional de Saúde (SNS) entre 2009 e 2018.
A investigação salienta que com a introdução de novas classes terapêuticas de antidiabéticos não insulínicos «observaram-se algumas alterações no padrão de prescrição», nomeadamente um «aumento muito significativo de inibidores das DPP 4, isolados ou em associação fixa desde 2009». Já em 2014, «observa-se um aumento da utilização de inibidores SGLT 2».
Os dados refletem também «um aumento da prescrição e utilização dos análogos GLP-1 e, ao invés, observa-se uma estabilização da utilização de metformina, o que não seria esperado considerando que é recomendada como 1.ª linha na abordagem farmacológica da DM tipo 2, quer nas guidelines nacionais quer nas internacionais», observam as autoras Cláudia Furtado e Elisabete Fernandes, da Direção de Informação e Planeamento Estratégico do Infarmed.
A utilização de medicamentos para o controlo da diabetes aumentou 44% entre 2009 e 2018. O consumo cresceu de modo mais significativo na classe das insulinas
Também os encargos para o SNS aumentaram, passando de 137,5 milhões de euros em 2009 para 291 milhões de euros em 2018, «o que corresponde a cerca de 23% dos encargos do SNS com medicamentos dispensados em farmácia comunitária», lê-se no estudo.
Quanto às insulinas, o «aumento da despesa foi também significativo, passando de 35 milhões de euros em 2009 para 70 milhões de euros em 2018, duplicando assim o valor dos encargos do SNS».
Segundo as autoras, «os antidiabéticos já representam 23% os encargos do SNS com medicamentos dispensados em farmácia comunitária».
Recorde-se que a diabetes afeta cerca de 10% da população portuguesa, entre os 25 e os 74 anos.
20tm08b
17 de Fevereiro de 2020
2008Pub2f20tm08b
Publicada originalmente em www.univadis.pt
Utilização de medicamentos para o controlo da diabetes aumentou 44%