«Governo menospreza a negociação com os sindicatos médicos»

por Teresa Mendes | 18.02.2020

SIM e Fnam lamentam ausência da ministra na primeira reunião negocial
Os sindicatos médicos saíram esta segunda-feira desiludidos da primeira reunião negocial com a tutela nesta legislatura, lamentando «o sinal político dado pela ausência da ministra» da saúde, Marta Temido.

Num comunicado conjunto após a reunião, que contou com a presença do secretário de Estado da Saúde, o Sindicato Independente dos Médicos (SIM) e a Federação Nacional dos Médicos (Fnam) consideram que «o Governo menospreza a negociação com os sindicatos médicos».

«Mais de quatro anos depois do início do processo negocial com um Governo liderado pelo atual primeiro-ministro, continuamos sem ter resposta em relação aos aspetos considerados prioritários, nomeadamente revisão das grelhas salariais, a abertura regular de concursos para garantir a carreira médica, redução de 18 para 12 horas de trabalho normal no serviço de urgência, redimensionamento da lista de utentes dos médicos de família, regulamentação do complemento da autoridade de saúde e a discussão de regime de dedicação exclusiva», salienta o comunicado.

«Mais de quatro anos depois do início do processo negocial com um Governo liderado pelo atual primeiro-ministro, continuamos sem ter resposta em relação aos aspetos considerados prioritários», salientam os sindicatos

SIM e Fnam sublinham que «apesar do espírito construtivo e de abertura» por parte dos sindicatos médicos, «continuam por esclarecer quais as medidas concretas propostas, sendo certo que os sindicatos não poderão ficar impávidos perante esta situação».

Em declarações à agência Lusa, o presidente da Fnam, Noel Carrilho, explicou que na reunião de apresentação nesta legislatura os sindicatos expressaram ao secretário de Estado da Saúde a deceção pelo facto de a ministra «ter optado por não estar presente» e consideram que está «é uma má nota política».

Noel Carrilho afirmou que na reunião foram aflorados alguns assuntos de uma forma ligeira, acrescentando que se for a «mesma forma negocial que os espera não se prevê nada de bom» para esta legislatura.     

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18 de Fevereiro de 2020
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Publicada originalmente em www.univadis.pt

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