Todos os países do mundo estão a falhar proteção da saúde das crianças

por Teresa Mendes | 19.02.2020

Relatório conjunto da OMS, Unicef e revista The Lancet
Não há nenhum país do mundo que esteja a proteger de forma adequada a saúde das crianças, o seu ambiente e futuro, revela um relatório conjunto da Organização Mundial de Saúde (OMS), Unicef e revista The Lancet, divulgado esta terça-feira.

 O documento concluiu que a saúde e o futuro das crianças e adolescentes em todo o mundo estão «sob ameaça imediata devido à degradação ecológica, alterações climáticas, populações migrantes, conflitos, desigualdades generalizadas e práticas comerciais que promovem a fast food, bebidas açucaradas, álcool e tabaco».

O relatório compara 180 países em termos de medidas de bem-estar e de promoção da saúde das crianças e adolescentes, bem como questões de educação e de sustentabilidade, concluindo que enquanto os países mais pobres precisam de fazer mais em termos de condições de vida e de cuidados de saúde, a questão da emissão de gases poluentes afeta todos os países.

Não há nenhum país do mundo que esteja a proteger de forma adequada a saúde das crianças, o seu ambiente e futuro, revela um relatório conjunto da Organização Mundial de Saúde, da Unicef e da revista The Lancet 

«Se o aquecimento global ultrapassar os quatro graus até 2100, de acordo com as projeções recentes, haverá consequências devastadoras para as crianças, devido à subida do nível dos mares, de ondas de calor e da proliferação de doenças como a malária, o dengue e também a malnutrição», alerta a publicação.

O índice global mostra que as crianças da Noruega, da Holanda e da Coreia do Sul são as que têm os melhores níveis de esperança de vida com qualidade, enquanto que as da República Centro Africana, Chade, Somália, Nigéria e Mali apresentam as piores probabilidades de uma vida com saúde e qualidade.

Dados portugueses

Portugal surge na posição 22 do índice que compara indicadores como saúde, educação e nutrição. Contudo, no índice de sustentabilidade – emissão de dióxido de carbono, equidade e diferenças de rendimentos, o nosso país baixa dramaticamente de posição para o 129.º lugar.

O relatório completo pode ser consultado aqui.

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19 de Fevereiro de 2020
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Publicada originalmente em www.univadis.pt

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