Prevalência da demência em Portugal mais do que duplicará até 2050

por Teresa Mendes | 19.02.2020

Alzheimer Europe divulga relatório anual
O número de pessoas com demência em Portugal em 2050 irá atingir os 3,82% da população, o que será mais do dobro da prevalência atualmente registada, refere o relatório da Alzheimer Europe divulgado esta terça-feira durante um almoço-debate do Parlamento Europeu organizado por Christophe Hansen, eurodeputado do Luxemburgo.

«Apesar da esperada diminuição da população, o número de pessoas com demência em Portugal irá mais do que duplicar: de 193.516 em 2018 (1,88% da população) para 346.905 em 2050 (3,82% da população)», destaca o documento.

Num comunicado, a Associação Alzheimer Portugal reconhece que «Portugal ultrapassa a tendência europeia», considerando que «um fator determinante para esta situação será um aumento significativo do número de pessoas com mais de 70 anos e, em particular, a faixa das pessoas com mais de 85 anos, a qual mais do que duplicará entre 2018 e 2050».

«Apesar da esperada diminuição da população, o número de pessoas com demência em Portugal irá mais do que duplicar: de 193.516 em 2018 (1,88% da população) para 346.905 em 2050 (3,82% da população)», destaca o documento

Para Rosário Zinck dos Reis, vogal da direção da Alzheimer Portugal, «estes dados são muito alarmantes não havendo tempo a perder na criação e implementação de políticas para as pessoas com demência e seus cuidadores».

O comunicado reforça aina que «estas políticas terão, naturalmente, que incluir uma forte aposta na prevenção, a provável responsável pelo decréscimo da prevalência na Europa, conforme resulta do estudo apresentado pela Alzheimer Europe».

O relatório Alzheimer Europe reflete os resultados da análise colaborativa dos estudos de prevalência recentes de cada Estado-membro, revelando os índices atualizados da prevalência da demência na Europa.

O documento, que pode ser lido na íntegra aqui, mostra em termos gerais que, na Europa, a demência nas suas diversas formas afeta sobretudo o sexo feminino, atingindo cerca de 6,6 milhões de mulheres, mais do dobro dos diagnósticos feitos no sexo masculino, cujos números são pouco mais de 3 milhões. 

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19 de Fevereiro de 2020
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Publicada originalmente em www.univadis.pt

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