Cuidados paliativos de qualidade são «um “luxo” ao alcance de poucos em Portugal»
por Teresa Mendes | 19.02.2020
Eutanásia: APCP lamenta que estratégia esqueça investimento em CP
A Associação Portuguesa de Cuidados Paliativos (APCP) lamenta que a estratégia proposta nos projetos de lei sobre a legalização da eutanásia em Portugal esqueça «os milhares de portuguesas e portugueses que nos solicitam viver de forma digna com o maior apoio possível».
Numa posição pública, a propósito do debate sobre a eutanásia agendado para esta quinta-feira, a APCP considera que «escolhas verdadeiramente livres e conscientes nunca poderão existir enquanto as pessoas que sofrem e as suas famílias não tiverem acesso a todas as opções possíveis, particularmente a cuidados paliativos (CP) de qualidade, um “luxo” ao alcance de poucos em Portugal».
«À nossa volta, observamos com satisfação as condições técnicas, científicas e humanas que são oferecidas a tantos concidadãos europeus, lamentando que as
estratégias para o sector em Portugal persistam em defraudar as legítimas espectativas de quem sofre, pela reiterada falta de investimento em recursos humanos e em novos serviços», salienta ainda a APCP na nota à Imprensa, acrescentando que «o apoio à formação dos profissionais, o incentivo à criação de equipas comunitárias, o reconhecimento e certificação dos profissionais de saúde, a particular atenção aos mais excluídos (4.ª idade, pediatria, demência ou saúde mental) e o apoio ao cuidador informal, são algumas das preocupações que nos devem motivar a fazer mais e melhor».
Numa posição pública, a propósito do debate sobre a eutanásia, a APCP considera que «escolhas verdadeiramente livres e conscientes nunca poderão existir enquanto as pessoas que sofrem e as suas famílias não tiverem acesso a todas as opções possíveis, particularmente a cuidados paliativos de qualidade»
O comunicado termina com os votos de que «os proponentes destes projetos de lei cumpram inteiramente a Lei de Bases para os Cuidados Paliativos», sublinhando que «a responsabilidade de cuidar é de todos, mas o exemplo tem de surgir por parte de quem lidera e de quem decide».
20tm08j
19 de Fevereiro de 2020
2008Pub4f20tm08j
Publicada originalmente em www.univadis.pt
Numa posição pública, a propósito do debate sobre a eutanásia agendado para esta quinta-feira, a APCP considera que «escolhas verdadeiramente livres e conscientes nunca poderão existir enquanto as pessoas que sofrem e as suas famílias não tiverem acesso a todas as opções possíveis, particularmente a cuidados paliativos (CP) de qualidade, um “luxo” ao alcance de poucos em Portugal».
«À nossa volta, observamos com satisfação as condições técnicas, científicas e humanas que são oferecidas a tantos concidadãos europeus, lamentando que as
estratégias para o sector em Portugal persistam em defraudar as legítimas espectativas de quem sofre, pela reiterada falta de investimento em recursos humanos e em novos serviços», salienta ainda a APCP na nota à Imprensa, acrescentando que «o apoio à formação dos profissionais, o incentivo à criação de equipas comunitárias, o reconhecimento e certificação dos profissionais de saúde, a particular atenção aos mais excluídos (4.ª idade, pediatria, demência ou saúde mental) e o apoio ao cuidador informal, são algumas das preocupações que nos devem motivar a fazer mais e melhor».
Numa posição pública, a propósito do debate sobre a eutanásia, a APCP considera que «escolhas verdadeiramente livres e conscientes nunca poderão existir enquanto as pessoas que sofrem e as suas famílias não tiverem acesso a todas as opções possíveis, particularmente a cuidados paliativos de qualidade»
O comunicado termina com os votos de que «os proponentes destes projetos de lei cumpram inteiramente a Lei de Bases para os Cuidados Paliativos», sublinhando que «a responsabilidade de cuidar é de todos, mas o exemplo tem de surgir por parte de quem lidera e de quem decide».
20tm08j
19 de Fevereiro de 2020
2008Pub4f20tm08j
Publicada originalmente em www.univadis.pt
Cuidados paliativos de qualidade são «um “luxo” ao alcance de poucos em Portugal»