Médicos defendem o fim da tortura e negligência médica a Julian Assange

por Teresa Mendes | 20.02.2020

Carta subscrita por 117 clínicos publicada na revista The Lancet 
Numa carta publicada no início desta semana na revista The Lancet, um grupo de médicos de 18 países acusa o Governo de Londres de atentar contra o direito fundamental de Julian Assange ter acesso a cuidados de saúde.

A missiva, intitulada «Acabar com a tortura e negligência médica de Julian Assange» conta com o apoio de 117 médicos e dos Repórteres sem Fronteiras (RSF), que denunciam a tortura psicológica infligida a Assange, fundador do portal WikiLeaks, ameaçado de extradição para os EUA.

A carta surge uma semana antes de a justiça do Reino Unido examinar o pedido de extradição deste australiano, de 48 anos, detido na prisão de alta segurança de Belmarsh.

Desde que Assange foi examinado por um médico em 2015 na embaixada do Equador em Londres, onde tinha encontrado refúgio três anos antes, as recomendações dos médicos foram «ignoradas sistematicamente», acrescentam os signatários que denunciam também «uma politização dos princípios fundamentais da medicina, cujas implicações ultrapassam o caso de Julian Assange».

Os médicos concluem a carta exigindo aos governos que «acabem com a tortura de Assange e lhe garantam o acesso aos melhores cuidados, antes que seja demasiado tarde».

Numa carta publicada no início desta semana na revista The Lancet, um grupo de médicos de 18 países acusa o Governo de Londres de atentar contra o direito fundamental de Julian Assange ter acesso a cuidados de saúde

Por seu lado, a associação RSF, firmemente oposta à extradição de Assange, que «transmitiu informações de interesse geral a jornalistas», lançou uma petição que conta já com mais de 32 mil assinaturas.

As autoridades dos EUA acusam Assange de ter colocado em perigo algumas das suas fontes, quando publicou em 2010 cerca de 250 mil mensagens diplomáticas e 500 mil documentos confidenciais relativos a atividades dos militares norte-americanos no Iraque e Afeganistão.

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20 de Fevereiro de 2020
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Publicada originalmente em www.univadis.pt

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