Tratamento para combater a malária mostrou eficácia contra o coronavírus

por Teresa Mendes | 26.02.2020

Estudo publicado na revista BioScience Trends 
 O tratamento com cloroquina, geralmente utilizado para combater a malária, mostrou sinais de eficácia contra o novo coronavírus, afirmou esta terça-feira à AFP Didier Raoult, diretor do Instituto Mediterrâneo de Infeções em Marselha, França, com base nos resultados de um estudo clínico chinês. 

«Sabíamos que a cloroquina era eficaz in vitro contra o novo coronavírus e a avaliação clínica realizada na China confirmou», explicou Didier Raoult, especialista em doenças infeciosas, comentando a primeira publicação deste estudo clínico da autoria de três investigadores chineses, publicado no dia 19 de fevereiro na revista BioScience Trends.

«Ao contrário do pensado, esta infeção talvez seja a mais simples e a mais barata para curar entre todas as infeções virais», afirmou o também diretor do instituto hospitalar universitário que está muito envolvido na deteção do novo coronavírus em França.

O estudo faz parte de um ensaio clínico realizado em mais de dez hospitais chineses (em Wuhan – foco da epidemia – Pequim e Xangai) para avaliar «a eficácia da cloroquina em tratamentos associados ao COVID-19».

O tratamento com cloroquina, geralmente utilizado para combater a malária, mostrou sinais de eficácia contra o novo coronavírus, afirmou Didier Raoult, diretor do Instituto Mediterrâneo de Infeções em Marselha, com base nos resultados de um estudo clínico chinês 

«Os resultados obtidos até agora com mais de 100 doentes demonstraram que o fosfato de cloroquina é mais eficaz do que o tratamento recebido pelo grupo comparador para conter a evolução da pneumonia, melhorar a condição dos pulmões, para eliminar o vírus e diminuição da duração da doença», afirmaram os cientistas chineses.

«A capacidade antiviral e anti-inflamatória da cloroquina pode ter uma eficácia potencial no tratamento de doentes afetados com pneumonias provocadas pelo COVID-19», pode ler-se ainda no estudo, que concluiu que «além da sua eficácia, a cloroquina é um medicamento barato e seguro, usado há mais de 70 anos», e que «um tratamento diário de 500 mg de cloroquina durante dez dias seria suficiente para erradicar a doença».  

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26 de Fevereiro de 2020
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Publicada originalmente em www.univadis.pt

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