Entre janeiro e novembro de 2019 portugueses gastaram mais 2,8% na farmácia

foto de "DR" | 26.02.2020

Despesa do SNS com medicamentos aumentou 3,4% para 2,4 mil milhões 
Entre janeiro e novembro de 2019 os portugueses gastaram 669,8 milhões de euros em medicamentos nas farmácias, o que representa mais 18,5 milhões (2,8%) do que no mesmo período de 2018.

De acordo com o Jornal de Notícias desta segunda-feira, que cita dados da Autoridade Nacional do Medicamento, o número de embalagens dispensadas também cresceu, num total de 151,1 milhões, mais 3,2 milhões de caixas (2,2%) do que no período homólogo. Já o preço médio por embalagem também subiu 2,3% para 12,43 euros.

Contudo, é ao Serviço Nacional de Saúde (SNS) quem cabe a grande fatia do pagamento dos medicamentos. Em 11 meses foram gastos 1212,6 milhões de euros em ambulatório (farmácias), através da comparticipação aos utentes, e 1215 milhões na medicação administrada nos hospitais, que representam um total de 2 427,8 milhões de euros, mais 80,8 milhões (+3,4%).

Os antidiabéticos são a classe terapêutica com maior aumento nas comparticipações em ambulatório.
Custaram mais 26,8 milhões, ou seja, respondem por um terço do aumento da despesa total com medicamentos (mais 63,7 milhões face a período homólogo), seguidos dos anticoagulantes e dos modificadores do eixo renina angiotensina.

Entre janeiro e novembro de 2019 os portugueses gastaram 669,8 milhões de euros em medicamentos nas farmácias, o que representa mais 18,5 milhões (2,8%) do que no mesmo período de 2018 

As substâncias ativas mais utilizadas foram a atorvastatina (colesterol), com 4,4 milhões de embalagens dispensadas, o paracetamol (dor e febre), 3,3 milhões, e a metformina (diabetes), 3,2 milhões.

No caso dos hospitais, o valor gasto nos primeiros 11 meses de 2019 ultrapassou o total do ano de 2018, que foi 1207 milhões, de acordo com o relatório desse ano do Infarmed.
Os medicamentos oncológicos registaram o maior aumento neste encargo (subiram 37,4 milhões de euros), sendo a área terapêutica com mais peso na despesa nos hospitais.

Já nos medicamentos para o VIH – que pesam 13,8% na despesa hospitalar, verificou-se uma descida nos valores globais, custaram 167 milhões, menos 12,2% que em 2018.

A maioria da despesa dos hospitais em medicamentos é nas consultas externas e em produtos cedidos ao exterior (47,1%), seguindo-se os fármacos ministrados nos hospitais de dia (33,3%) e no internamento (10,5%). Aos blocos operatórios e às urgências cabem 2,7% e 1,2%, respetivamente.

Na distribuição regional, apesar de ser em Lisboa e Vale do Tejo que a despesa é maior (521,8 milhões de euros), esta diminuiu 1,1%. Já na Região Norte verificou-se um aumento de 5,1% para 413,8 milhões. Seguem-se o Centro com 203,9 (mais 2,7%), o Algarve 40,3 milhões (menos 6,5%) e o Alentejo 35,4 milhões (sem variação).

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26 de Fevereiro de 2020
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Publicada originalmente em www.univadis.pt

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