Número de profissionais de saúde «está a ser reforçado», garante Tutela
por Teresa Mendes | 18.03.2020
1800 médicos e 1000 enfermeiros disponíveis para ajudar
«Está a ser reforçado o número de profissionais de saúde» para responder «a todas as necessidades das instituições do Ministério da Saúde que têm agora autonomia para contratação com dispensa de quaisquer formalidades», garantiu o secretário de Estado da Saúde, esta terça-feira na conferência de Imprensa diária sobre a evolução do Covid-19.
António Sales referiu que foram pedidos, para a contratação, cerca de 450 profissionais de várias classes, muitos dos quais já estão autorizados pelo Ministério da Saúde. Os restantes estão em condições de serem aprovados pelas administrações hospitalares de imediato.
O governante destacou também o papel das ordens profissionais que se reuniram com a área governativa da Saúde no final da semana passada e apresentaram a sua disponibilidade para fazer face à epidemia.
1800 médicos e 1000 enfermeiros disponíveis para ajudar
«Médicos, enfermeiros, biólogos, farmacêuticos, nutricionistas, psicólogos, dentistas e veterinários» disponibilizaram-se e «estamos já a estudar a melhor forma de integrar essas ajudas na resposta global ao surto através da Direção-Geral de Saúde», disse António Sales, acrescentando que há atualmente «mais de 1800 médicos disponíveis para reforçar o Serviço Nacional de Saúde e mais de 1000 enfermeiros, entre outros profissionais».
Aquisição de equipamentos de proteção individual
Questionado sobre a aquisição de proteção individual para médicos e enfermeiros, o secretário de Estado referiu que foram dadas indicações para que toda a produção possa ficar em Portugal e que não existe, neste momento, «qualquer pedido sem resposta».
«Está a ser reforçado o número de profissionais de saúde» para responder «a todas as necessidades das instituições do Ministério da Saúde que têm agora autonomia para contratação com dispensa de quaisquer formalidades», garantiu o secretário de Estado da Saúde
«Estamos a gerir os meios da melhor forma possível através da partilha de recursos e estamos a ir todos os dias ao mercado para adquirir o mais rapidamente possível estes materiais», disse ainda, acrescentando que «durante esta semana vão ser distribuídos mais de dois milhões de máscaras e à volta de 150 mil equipamentos de proteção individual».
António Sales deixou também «uma palavra de grande agradecimento e de reconhecimento a todos os profissionais» de saúde «que estão sempre na linha da frente deste combate».
Privados também vão receber doentes
Entretanto, o grupo privado CUF, da José de Mello Saúde, informou que vai direcionar dois hospitais para o diagnóstico e tratamento de doentes de Covid-19. A reorganização da rede já está a ser anunciada aos profissionais através de uma comunicação interna, a que o jornal Público teve acesso.
Esta terça-feira, a Associação Portuguesa de Hospitalização Privada (APHP) reuniu-se com a Direcção-Geral da Saúde (DGS) e nos próximos dias «deverão ser dadas novas indicações» sobre o trabalho que poderá feito entre todas as entidades.
No comunicado enviado aos funcionários, o grupo explica que «dois dos seus hospitais - o Hospital CUF Porto e o Hospital CUF Infante Santo - assumirão o diagnóstico e tratamento de doentes com infeção pelo novo coronavírus», embora mantenham a «capacidade de diagnosticar as restantes situações de doença».
As restantes unidades mantêm-se dedicadas aos cuidados gerais.
Além dos dois hospitais mais dedicados, todas as unidades do grupo que têm atendimento permanente, seja de adultos ou de crianças, vão continuar a fazer triagem de casos suspeitos de infeção pelo novo coronavírus.
Estes casos suspeitos poderão ser encaminhados para um dos hospitais que a CUF vai dedicar à doença ou para os hospitais de referência do SNS.
Também a Cruz Vermelha colocou, desde esta terça-feira, o seu hospital «ao serviço de Estado, no combate ao surto do novo coronavírus integrado na rede Covid», anunciou em comunicado.
Na mesma nota, disse estar «a iniciar o plano de formação aos técnicos do Hospital da Cruz Vermelha sobre procedimentos e proteção individual, preparando-os assim para a entrada em funcionamento desta nova resposta».
20tm12i
18 de Janeiro de 2020
2012Pub4f20tm12i
Publicada originalmente em www.univadis.pt
António Sales referiu que foram pedidos, para a contratação, cerca de 450 profissionais de várias classes, muitos dos quais já estão autorizados pelo Ministério da Saúde. Os restantes estão em condições de serem aprovados pelas administrações hospitalares de imediato.
O governante destacou também o papel das ordens profissionais que se reuniram com a área governativa da Saúde no final da semana passada e apresentaram a sua disponibilidade para fazer face à epidemia.
1800 médicos e 1000 enfermeiros disponíveis para ajudar
«Médicos, enfermeiros, biólogos, farmacêuticos, nutricionistas, psicólogos, dentistas e veterinários» disponibilizaram-se e «estamos já a estudar a melhor forma de integrar essas ajudas na resposta global ao surto através da Direção-Geral de Saúde», disse António Sales, acrescentando que há atualmente «mais de 1800 médicos disponíveis para reforçar o Serviço Nacional de Saúde e mais de 1000 enfermeiros, entre outros profissionais».
Aquisição de equipamentos de proteção individual
Questionado sobre a aquisição de proteção individual para médicos e enfermeiros, o secretário de Estado referiu que foram dadas indicações para que toda a produção possa ficar em Portugal e que não existe, neste momento, «qualquer pedido sem resposta».
«Está a ser reforçado o número de profissionais de saúde» para responder «a todas as necessidades das instituições do Ministério da Saúde que têm agora autonomia para contratação com dispensa de quaisquer formalidades», garantiu o secretário de Estado da Saúde
«Estamos a gerir os meios da melhor forma possível através da partilha de recursos e estamos a ir todos os dias ao mercado para adquirir o mais rapidamente possível estes materiais», disse ainda, acrescentando que «durante esta semana vão ser distribuídos mais de dois milhões de máscaras e à volta de 150 mil equipamentos de proteção individual».
António Sales deixou também «uma palavra de grande agradecimento e de reconhecimento a todos os profissionais» de saúde «que estão sempre na linha da frente deste combate».
Privados também vão receber doentes
Entretanto, o grupo privado CUF, da José de Mello Saúde, informou que vai direcionar dois hospitais para o diagnóstico e tratamento de doentes de Covid-19. A reorganização da rede já está a ser anunciada aos profissionais através de uma comunicação interna, a que o jornal Público teve acesso.
Esta terça-feira, a Associação Portuguesa de Hospitalização Privada (APHP) reuniu-se com a Direcção-Geral da Saúde (DGS) e nos próximos dias «deverão ser dadas novas indicações» sobre o trabalho que poderá feito entre todas as entidades.
No comunicado enviado aos funcionários, o grupo explica que «dois dos seus hospitais - o Hospital CUF Porto e o Hospital CUF Infante Santo - assumirão o diagnóstico e tratamento de doentes com infeção pelo novo coronavírus», embora mantenham a «capacidade de diagnosticar as restantes situações de doença».
As restantes unidades mantêm-se dedicadas aos cuidados gerais.
Além dos dois hospitais mais dedicados, todas as unidades do grupo que têm atendimento permanente, seja de adultos ou de crianças, vão continuar a fazer triagem de casos suspeitos de infeção pelo novo coronavírus.
Estes casos suspeitos poderão ser encaminhados para um dos hospitais que a CUF vai dedicar à doença ou para os hospitais de referência do SNS.
Também a Cruz Vermelha colocou, desde esta terça-feira, o seu hospital «ao serviço de Estado, no combate ao surto do novo coronavírus integrado na rede Covid», anunciou em comunicado.
Na mesma nota, disse estar «a iniciar o plano de formação aos técnicos do Hospital da Cruz Vermelha sobre procedimentos e proteção individual, preparando-os assim para a entrada em funcionamento desta nova resposta».
20tm12i
18 de Janeiro de 2020
2012Pub4f20tm12i
Publicada originalmente em www.univadis.pt
Número de profissionais de saúde «está a ser reforçado», garante Tutela