Profissionais de saúde devem registar diariamente presença ou ausência de sintomas

por Teresa Mendes | 23.03.2020

Orientação emitida pela DGS tem como objetivo a identificação precoce
Os profissionais de saúde que estão a prestar cuidados a doentes com Covid-19 devem registar diariamente a presença ou ausência de sintomas compatíveis com a doença, como febre ou tosse, estabelece uma orientação da Direção-Geral da Saúde (DGS).

«A identificação precoce de sintomas nos profissionais de saúde permite assegurar o seu adequado encaminhamento clínico e definir as medidas de controlo da infeção e de prevenção adequadas, para todas as pessoas que se encontram nas instituições de saúde», refere o documento, publicado no sábado e dirigida aos «profissionais de saúde com exposição a SARS-CoV2».

Segundo a DGS, um profissional de saúde é considerado «contacto próximo de alto risco» quando faz «a prestação direta desprotegida de cuidados a casos confirmados de Covid-19 [sem EPI]» ou quando lida laboratorial com amostras biológicas de SARS-CoV-2 em ambiente laboratorial.

A autoridade de saúde refere que deve limitar-se «ao mínimo possível» o número de profissionais de saúde expostos a doentes com Covid-19 e que, «sempre que exequível, deve-se privilegiar a afetação de equipas dedicadas à prestação de cuidados a estes doentes».

«Os movimentos dentro da instituição devem ser limitados ao estritamente necessário», recomenda a orientação, que ressalva que «as situações não previstas» no documento «devem ser avaliadas caso a caso».

Se um profissional de saúde foi identificado como contacto próximo de alto risco de exposição com doente com Covid-19, devem ser ativados os procedimentos de vigilância ativa, durante 14 dias desde a data da última exposição, pela autoridade de saúde local.

Os profissionais de saúde que estão a prestar cuidados a doentes com Covid-19 devem registar diariamente a presença ou ausência de sintomas compatíveis com a doença, como febre ou tosse, estabelece uma orientação da Direção-Geral da Saúde 

«Estes profissionais ficam em isolamento profilático, com restrição para o trabalho, durante o período de vigilância ativa», estabelece a DGS.

Se durante este período, desenvolverem febre, tosse ou dificuldade respiratória devem contactar a autoridade de saúde local para que sejam iniciados os procedimentos de caso suspeito e efetuados exames laboratoriais para identificação de SARS-CoV-2.

«Se o caso for confirmado, deve dar conhecimento ao seu superior hierárquico, que informará os respetivos serviços», mas se no final do período de isolamento profilático não desenvolver sintomas da doença, o profissional regressa ao trabalho, sendo submetido a exame ocasional, com registo na Ficha de Aptidão para o Trabalho.

A orientação está disponível para consulta aqui.  

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23 de Janeiro de 2020
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Publicada originalmente em www.univadis.pt

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