«Não é admissível que os profissionais de saúde corram riscos desnecessários» 

por Teresa Mendes | 25.03.2020

FSNS pede atenção, apoio, meios técnicos e organização adequada no SNS
 A Fundação para o Serviço Nacional de Saúde (FSNS) diz, num comunicado, que «não é admissível que os profissionais de saúde corram riscos desnecessários» no combate à pandemia por Covid-19, sublinhando que estes «merecem atenção, apoio, meios técnicos e organização adequada para uma ação eficaz, com a proteção indispensável». 

«Atualmente, a rede de Saúde Pública e as suas equipas, fragilizadas ao longo de três décadas, estão a dar respostas notáveis, superando fragilidades estruturais e de recursos.
Os profissionais de saúde nos hospitais, nos centros de saúde e suas unidades, nas farmácias e em outros serviços, estão na primeira linha do combate à pandemia. Servem a população e os doentes com grande esforço e dedicação.

Assumem riscos inerentes ao exercício das suas profissões, mas não é admissível que corram riscos desnecessários», destaca a FSNS na sua página no Facebook.

De acordo com a FSNS, a experiência desta crise «evidencia que as estruturas de proximidade são decisivas para implementar medidas que a todos dizem respeito», apelando por isso a que «sejam tidas em conta as medidas que a FNSN tem proposto para reorganizar o SNS e assegurar-lhe um financiamento adequado». 

A FSNS sublinha que os profissionais «merecem atenção, apoio, meios técnicos e organização adequada para uma ação eficaz, com a proteção indispensável»

«Um SNS mais próximo dos cidadãos, nas suas comunidades, que responda aos novos desafios da saúde e às necessidades da população. Que seja capaz de garantir integração de cuidados centrados efetivamente em cada pessoa, com maior colaboração interprofissional.
Que garanta a formação e a motivação dos seus profissionais a todos os níveis, e maior autonomia de gestão», acrescenta a nota à Imprensa assinada pelo farmacêutico José Aranda da Silva, pela enfermeira Maria Augusta Sousa e pelo médico Victor Ramos.

A FSNS considera ainda que «estamos perante uma oportunidade para operacionalizar de modo responsável, sensato e inteligente a cooperação solidária entre os setores público, social e privado», reforçando que «o SNS não seria capaz de responder sozinho a esta silenciosa e devastadora ameaça».

O comunicado termina com uma mensagem de esperança, dizendo que «juntos superaremos esta crise e garantiremos um SNS ainda melhor – coração propulsor e estruturante de um sistema de saúde melhor regulado e mais eficiente, onde todos podem e devem desempenhar o seu papel visando o bem comum».

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25 de Março de 2020
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Publicada originalmente em www.univadis.pt

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