Pedido o reforço dos meios de proteção individual, dos testes e das condições de assistência

por Teresa Mendes | 30.03.2020

Oitenta profissionais de saúde assinam carta aberta
Oitenta profissionais de saúde, entre médicos, enfermeiros e administradores hospitalares, pediram este domingo ao Governo, numa carta aberta, o reforço dos meios de proteção individual, de testes e das condições de assistência aos doentes infetados pelo novo coronavírus.

«Perante a magnitude dos números» e o desenvolvimento da pandemia de Covid-19, os profissionais alertaram para a «necessidade de uma resposta coletiva e colaborativa para reforçar substancialmente» as três medidas que consideram «prioritárias».

Na carta aberta dirigida ao primeiro-ministro, à ministra da Saúde e à diretora geral de Saúde, os 80 subscritores pedem, para além de equipamentos de proteção individual, o «aumento da capacidade de realizar testes para diagnóstico» e a «melhoria das condições de assistência às pessoas infetadas e de proteção das pessoas mais vulneráveis, bem como para isolamento profilático dos casos suspeitos».

Medidas que os profissionais de saúde defendem dever ser «aplicadas massivamente» em dois grupos especialmente vulneráveis: os profissionais de saúde «que, na linha da frente, prestam cuidados» e as pessoas com mais de 60 anos, «por apresentarem maior risco de complicações associadas à infeção».

Oitenta profissionais de saúde, entre médicos, enfermeiros e administradores hospitalares, pediram este domingo ao Governo, numa carta aberta, o reforço dos meios de proteção individual, de testes e das condições de assistência aos doentes infetados pelo novo coronavírus 

Conscientes da limitação dos recursos disponíveis no país e da «necessidade da sua racionalização», os autores da carta defendem como justificáveis «medidas extraordinárias para reconverter setores da indústria, orientando-os para a produção de equipamentos de proteção, ventiladores e outros, bem como de gel desinfetante, testes de diagnóstico ou medicamentos».

Para os profissionais, «é imperativa uma gestão centralizada de recursos públicos e privados que garanta, mais do que os interesses do mercado ou de determinados grupos económicos, o bem-estar coletivo e a defesa e promoção da saúde pública».

Numa situação de exceção, como a decorrente da pandemia, são necessárias medidas de exceção para garantir «equidade no acesso aos cuidados [de saúde]», vincam os profissionais, pedindo ao Governo que acelere a concretização de medidas que, para além de serem recomendadas pela Organização Mundial de Saúde (OMS) e vários especialistas, «as experiências da China, Coreia do Sul, Itália, Espanha ou Irlanda mostram ser urgentes».

Falta de equipamento de proteção individual? SIM disponibiliza minuta para a recusa da prestação dos atos médicos

Entretanto, o Sindicato Independente dos Médicos (SIM) disponibilizou no seu site uma minuta para a recusa a prestação dos atos médicos, caso não sejam fornecidos os indispensáveis equipamentos de proteção individual, «sem prejuízo de continuar a praticar todos os demais atos assistenciais que não apresentem para si ou para os doentes/utentes os supra referidos riscos inaceitáveis de contágio».

A minuta está disponível aqui.

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30 de Março de 2020
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Publicada originalmente em www.univadis.pt

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