Lançada petição pela manutenção do tratamento dos grupos de risco durante a pandemia

por Teresa Mendes | 06.04.2020

Grupo de Transplantados do Hospital de Curry Cabral receia correr risco
O Grupo de Transplantados do Hospital Curry Cabral (GTHCC), em Lisboa, lançou este fim-de-semana uma petição pública apelando à manutenção dos serviços destinados aos doentes transplantados e oncológicos por receio de «risco de vida».

«Os recursos humanos e tecnológicos do Centro de Transplante do Hospital de Curry Cabral têm de ser preservados e mantidos de forma integrada, porque há muitas vidas a salvar, em paralelo com as das vítimas desta pandemia (Covid-19)», lê-se no texto da petição, que tem como destinatários o Presidente da República, o primeiro-ministro, a ministra da Saúde, a diretora da Direção-Geral da Saúde e a administração do Centro Hospitalar Universitário de Lisboa Central.

Os peticionários dizem-se conscientes do esforço extraordinário e da capacidade de adaptação e reorganização a que o Serviço Nacional de Saúde está sujeito e «todos os seus profissionais», na luta contra a pandemia causada pelo SARS-coV-2/COVID-19, mas apelam «para que o tratamento das demais doenças não seja adiado “sine die”, porque há pacientes cuja situação clínica não pode ficar “em espera”, sob pena de morrerem!»

Os peticionários apelam para que «o tratamento das demais doenças não seja adiado “sine die”, porque há pacientes cuja situação clínica não pode ficar “em espera”, sob pena de morrerem!» 

O GTHCC destaca a situação referente ao tratamento dos doentes de risco, como os transplantados e em lista de espera para transplante e os doentes oncológicos.

«A decisão, difundida na comunicação social, de tornar o Hospital de Curry Cabral (HCC) exclusivamente Covid-19, só será possível desativando o seu Centro de Referência, de excelência, na área do transplante hepático, renal, pancreático e de oncologia hepato-bilio-pancreático, reconhecido a nível internacional pelos excelentes resultados e que tantas vidas tem salvado.

Esta é a segunda casa para tantos transplantados de todo o país, e os seus profissionais altamente qualificados são a sua segunda família», alertam os peticionários.
Desta forma, o GTHCC apela para que os doentes do grupo de risco, entre eles os oncológicos e os imunodeprimidos, como os transplantados, continuem a receber o acompanhamento médico necessário à vida.

A petição, intitulada «Pela manutenção do tratamento dos grupos de risco durante pandemia» pode ser consultada aqui.
    
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06 de Abril de 2020
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Publicada originalmente em www.univadis.pt

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