CEMP defende criação de unidades de assistência específicas para os doentes crónicos 

por Teresa Mendes | 07.04.2020

«É importante não baixar a guarda» para «evitar uma catástrofe ainda maior»
O Conselho das Escolas Médicas Portuguesas (CEMP) defende que «sejam disponibilizadas unidades de assistência aos doentes crónicos, ou em fase de avaliação, com áreas de serviço separadas das utilizadas para o atendimento urgente quer geral, quer para doentes com Covid-19».

Tal, considera o CEMP num comunicado divulgado esta segunda-feira, passa pela «criação dos chamados “hospitais limpos”, que possam atender os doentes portadores de patologias crónicas, bem como garantir o acesso dos mesmos quando necessitam de cuidados em função de complicações agudas das suas patologias crónicas».

Na opinião daquele Conselho, é também «fundamental» que seja feita uma campanha de sensibilização da opinião pública para que «a existência da pandemia ao coronavírus não fez desaparecer as outras doenças e que é importante não baixar a guarda, de forma a evitar uma catástrofe ainda maior».

«Muitas doenças têm prognóstico que depende da avaliação em tempo adequado. É disso exemplo o atraso que se está a verificar no tratamento dos doentes com condições agudas associadas à doença cardiovascular e cerebrovascular», aponta  o CEMP 

Na nota à Imprensa, o CEMP lembra que metade dos portugueses padece de, pelo menos, uma doença crónica, algumas destas requerendo acompanhamento adequado e continuidade de cuidados, alertando que «há que criar mecanismos que acautelem o acompanhamento dos doentes crónicos, sob pena de aumentar a sua morbilidade e mortalidade». 

Acresce um outro grupo de doentes que precisam de ser avaliados por quadros clínicos recentes e, por isso, de realizar os exames e tratamentos indicados. «Muitas doenças têm prognóstico que depende da avaliação em tempo adequado e são prejudicadas pela disrupção dos processos que ocorrem nestas situações.

É disso exemplo o atraso que se está a verificar no tratamento dos doentes com condições agudas associadas à doença cardiovascular e cerebrovascular», aponta  o comunicado. 

Relativamente à angioplastia coronária primária, «o atraso no tratamento, condicionado essencialmente com o atraso na procura dos meios de socorro normais (INEM), tem-se traduzido por resultados imediatos piores relativamente aos observados antes da pandemia, com impacto na mortalidade hospitalar», lê-se ainda no texto.
    
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07 de Abril de 2020
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Publicada originalmente em www.univadis.pt

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