«Se a linha da frente cair, cairemos todos»

por Teresa Mendes | 08.04.2020

Amnistia lança petição pela proteção dos profissionais de saúde
A Amnistia Internacional (AI) lançou esta terça-feira, no âmbito do Dia Mundial da Saúde, uma petição pela proteção dos profissionais de saúde que combatem a pandemia Covid-19, sob o lema «Se a linha da frente cair, cairemos todos».

«Com mais de 1.100 profissionais de saúde infetados em Portugal [à data de 7 de abril são já mais de 1400], são necessárias todas as medidas extraordinárias para proteger quem cuida de todos nós nestes momentos de tanto perigo e incerteza», lê-se no texto que acompanha a petição.

A AI sublinha que «os testemunhos inquietantes» de profissionais de saúde em diferentes regiões do país têm em comum «a nítida falta de material de proteção» e outros meios.

«São vários os relatos de que não dispõem de máscaras de proteção adequadas para os vários tratamentos aplicados a pacientes, sendo que alguns são feitos de forma diária e com elevado risco de contágio.

Além das máscaras, faltam luvas, fatos de proteção, desinfetantes alcoólicos e viseiras de proteção», alerta a organização de defesa dos direitos humanos, que envio esta terça-feira uma carta ao primeiro-ministro, António Costa, a pedir uma monitorização junto das comunidades mais vulneráveis, no âmbito das medidas de combate à pandemia Covid-19.

A Amnistia Internacional lançou, no âmbito do Dia Mundial da Saúde, uma petição pela proteção dos profissionais de saúde que combatem a pandemia Covid-19 

Para a Amnistia, «é urgente» que o Governo garanta a proteção destes profissionais.

«A proteção a quem está na linha da frente contra o coronavírus deve ser uma prioridade, sobretudo para evitar a propagação do vírus a profissionais de saúde, pacientes, familiares e amigos», sublinha a AI.

Esta terça-feira, o secretário de Estado da Saúde, António Sales, avançou, na conferência de imprensa diária no Ministério da Saúde, que há 1435 profissionais de saúde infetados, mais 103 do que os registados no último domingo.
Dos profissionais de saúde infetados, 370 são enfermeiros, 240 médicos e os restantes 825 são assistentes técnicos e operacionais.
    
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08 de Abril de 2020
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Publicada originalmente em www.univadis.pt

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