Médicos especialistas em cuidados intensivos podem não ser suficientes
por Teresa Mendes | foto de "DR" | 09.04.2020
Solução pode passar por formar especialistas de outras áreas, diz João Gouveia
O recém-nomeado presidente da Comissão de Acompanhamento da Resposta Nacional em Medicina Intensiva para a Covid-19 (CARNMIC), João Gouveia, assumiu, esta quarta-feira, que poderão faltar médicos especializados em cuidados intensivos para o número de equipamentos adquiridos. A formação de especialistas de outras áreas pode ser uma solução.
Durante a conferência de Imprensa de atualização da situação pandemia em Portugal, o responsável evidenciou que «a resposta da Medicina Intensiva tem sido excelente». Contudo, alertou para as carências existentes.
«Podemos chegar a um ponto em que não temos recursos humanos suficientes para os recursos materiais que estamos a instalar.
À partida, existe uma carência de Medicina Intensiva a nível nacional.
Segundo números de 2016/17, tínhamos 6,4 camas por 100 mil habitantes, menos de metade do que tinha a Itália.
O recém-nomeado presidente da Comissão de Acompanhamento da Resposta Nacional em Medicina Intensiva para a Covid-19, João Gouveia, assumiu que poderão faltar médicos especializados em cuidados intensivos para o número de equipamentos adquiridos
Hoje em dia, a situação é melhor.
Temos mais de 260 médicos especialistas em Medicina Intensiva e temos condições de fazer formação a outros profissionais para, trabalhando sob a coordenação de especialistas em Medicina Intensiva, conseguirem tratar todos os doentes que consigamos colocar em ventilação invasiva», explicou o presidente da CARNMIC.
Para que isso aconteça é preciso, como salientou João Gouveia, haver «coordenação, funcionamento em rede e respeito pela hierarquia» definida.
«Portanto, podemos não ter em número individual de médicos intensivistas suficientes para poder tratar todos os doentes, mas está pensada toda uma estrutura que permite o seu tratamento adequado», reforçou o responsável.
O despacho que criou a CARNMI e nomeou João Gouveia tem a data de 4 de abril e foi publicado esta quarta-feira no Diário da Republica.
De acordo com o diploma, a CARNMI tem como missão «acompanhar e avaliar a implementação dos planos de contingência nacionais, regionais e locais, para as respostas de medicina intensiva à pandemia Covid-19»; «acompanhar e avaliar a implementação da Norma n.º 5/2020, de 26 de março, da Direção-Geral da Saúde» e «propor as medidas necessárias para ultrapassar situações imprevistas no âmbito da resposta em medicina intensiva para a Covid-19».
20tm15m
09 de Abril de 2020
2015Pub5f20tm15m
Publicada originalmente em www.univadis.pt
Durante a conferência de Imprensa de atualização da situação pandemia em Portugal, o responsável evidenciou que «a resposta da Medicina Intensiva tem sido excelente». Contudo, alertou para as carências existentes.
«Podemos chegar a um ponto em que não temos recursos humanos suficientes para os recursos materiais que estamos a instalar.
À partida, existe uma carência de Medicina Intensiva a nível nacional.
Segundo números de 2016/17, tínhamos 6,4 camas por 100 mil habitantes, menos de metade do que tinha a Itália.
O recém-nomeado presidente da Comissão de Acompanhamento da Resposta Nacional em Medicina Intensiva para a Covid-19, João Gouveia, assumiu que poderão faltar médicos especializados em cuidados intensivos para o número de equipamentos adquiridos
Hoje em dia, a situação é melhor.
Temos mais de 260 médicos especialistas em Medicina Intensiva e temos condições de fazer formação a outros profissionais para, trabalhando sob a coordenação de especialistas em Medicina Intensiva, conseguirem tratar todos os doentes que consigamos colocar em ventilação invasiva», explicou o presidente da CARNMIC.
Para que isso aconteça é preciso, como salientou João Gouveia, haver «coordenação, funcionamento em rede e respeito pela hierarquia» definida.
«Portanto, podemos não ter em número individual de médicos intensivistas suficientes para poder tratar todos os doentes, mas está pensada toda uma estrutura que permite o seu tratamento adequado», reforçou o responsável.
O despacho que criou a CARNMI e nomeou João Gouveia tem a data de 4 de abril e foi publicado esta quarta-feira no Diário da Republica.
De acordo com o diploma, a CARNMI tem como missão «acompanhar e avaliar a implementação dos planos de contingência nacionais, regionais e locais, para as respostas de medicina intensiva à pandemia Covid-19»; «acompanhar e avaliar a implementação da Norma n.º 5/2020, de 26 de março, da Direção-Geral da Saúde» e «propor as medidas necessárias para ultrapassar situações imprevistas no âmbito da resposta em medicina intensiva para a Covid-19».
20tm15m
09 de Abril de 2020
2015Pub5f20tm15m
Publicada originalmente em www.univadis.pt
Médicos especialistas em cuidados intensivos podem não ser suficientes