Medicamento português à base de células estaminais poderá ser usado em breve
por Teresa Mendes | foto de "DR" | 08.05.2020
Para o tratamento de doentes mais graves com infeção por SARS CoV 2
A Crioestaminal anunciou esta quinta-feira o desenvolvimento de um medicamento experimental à base de células estaminais expandidas para tratar doentes mais graves com infeção por SARS-CoV-2.
Num comunicado, o laboratório português informa que «concluiu a primeira fase de desenvolvimento de um medicamento experimental à base de células estaminais mesenquimais (sigla inglesa MSCs), constituído por doses de 100 milhões de MSCs do tecido do cordão umbilical».
Nesta primeira fase, finalizada a 1 de maio, foi produzida a primeira dose, com os necessários controlos de qualidade que permitirão «a validação de todo o processo e a qualificação deste medicamento inovador como terapia experimental que poderá ser testada em doentes com Covid-19 em condição mais grave», salienta o laboratório.
Segundo o diretor-geral da Crioestaminal, «o desenvolvimento deste medicamento experimental em tempo record só foi possível graças ao investimento recente da empresa em instalações únicas em Portugal para a produção de terapias avançadas à base de células»
«Ao longo dos últimos meses, perante a urgência da situação, tal como muitos outros grupos de investigação e empresas em todo o mundo, temos dedicado todos os nossos esforços a tentar ajudar no combate a esta pandemia.
Tirando partido de mais de 15 anos de experiência em projetos de investigação com células estaminais, em colaboração com hospitais e centros de investigação em Portugal, e da nossa equipa de técnicos e investigadores altamente qualificados, criamos uma equipa de trabalho que tem vindo a desenvolver este projeto com uma dedicação e esforço notáveis», destaca André Gomes, diretor-geral da Crioestaminal.
Segundo o responsável, «o desenvolvimento deste medicamento experimental em tempo record só foi possível graças ao investimento recente da empresa em instalações únicas em Portugal para a produção de terapias avançadas à base de células».
A utilização deste tipo de células para tratar doentes com pneumonias graves associadas a Covid-19 tem vindo a ser testada na China, EUA e alguns países europeus, estando já em curso mais de 20 ensaios clínicos para estudar de forma alargada a segurança e eficácias desta terapia.
Recorde-se que resultados de estudos recentes, conduzidos na China e nos EUA, que investigaram se as MSCs seriam capazes de tratar a pneumonia associada a Covid-19, com base nas propriedades imunomoduladoras e reparadoras conhecidas destas células, «revelaram uma reversão notável dos sintomas, mesmo em condições críticas», salienta a nota à Imprensa.
A Crioestaminal salienta que «a função pulmonar e os sintomas dos doentes melhoraram significativamente após a administração de MSCs, tendo-se observado um reequilíbrio nas populações de células do sistema imunitário destes doentes, bem como do perfil de moléculas pró e anti-inflamatórias».
De acordo com o laboratório, os resultados publicados permitiram observar que «a terapia com MSCs foi capaz de inibir a hiperativação do sistema imunitário e de promover a reparação celular endógena, melhorando o microambiente pulmonar permitindo a recuperação destes doentes», concluindo que apesar destes estudos terem sido conduzidos num número ainda restrito de doentes, «os resultados favoráveis obtidos sugerem que as MSCs podem constituir uma nova estratégia terapêutica para o tratamento desta doença».
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08 de Maio de 2020
Publicada originalmente em www.univadis.pt
Num comunicado, o laboratório português informa que «concluiu a primeira fase de desenvolvimento de um medicamento experimental à base de células estaminais mesenquimais (sigla inglesa MSCs), constituído por doses de 100 milhões de MSCs do tecido do cordão umbilical».
Nesta primeira fase, finalizada a 1 de maio, foi produzida a primeira dose, com os necessários controlos de qualidade que permitirão «a validação de todo o processo e a qualificação deste medicamento inovador como terapia experimental que poderá ser testada em doentes com Covid-19 em condição mais grave», salienta o laboratório.
Segundo o diretor-geral da Crioestaminal, «o desenvolvimento deste medicamento experimental em tempo record só foi possível graças ao investimento recente da empresa em instalações únicas em Portugal para a produção de terapias avançadas à base de células»
«Ao longo dos últimos meses, perante a urgência da situação, tal como muitos outros grupos de investigação e empresas em todo o mundo, temos dedicado todos os nossos esforços a tentar ajudar no combate a esta pandemia.
Tirando partido de mais de 15 anos de experiência em projetos de investigação com células estaminais, em colaboração com hospitais e centros de investigação em Portugal, e da nossa equipa de técnicos e investigadores altamente qualificados, criamos uma equipa de trabalho que tem vindo a desenvolver este projeto com uma dedicação e esforço notáveis», destaca André Gomes, diretor-geral da Crioestaminal.
Segundo o responsável, «o desenvolvimento deste medicamento experimental em tempo record só foi possível graças ao investimento recente da empresa em instalações únicas em Portugal para a produção de terapias avançadas à base de células».
A utilização deste tipo de células para tratar doentes com pneumonias graves associadas a Covid-19 tem vindo a ser testada na China, EUA e alguns países europeus, estando já em curso mais de 20 ensaios clínicos para estudar de forma alargada a segurança e eficácias desta terapia.
Recorde-se que resultados de estudos recentes, conduzidos na China e nos EUA, que investigaram se as MSCs seriam capazes de tratar a pneumonia associada a Covid-19, com base nas propriedades imunomoduladoras e reparadoras conhecidas destas células, «revelaram uma reversão notável dos sintomas, mesmo em condições críticas», salienta a nota à Imprensa.
A Crioestaminal salienta que «a função pulmonar e os sintomas dos doentes melhoraram significativamente após a administração de MSCs, tendo-se observado um reequilíbrio nas populações de células do sistema imunitário destes doentes, bem como do perfil de moléculas pró e anti-inflamatórias».
De acordo com o laboratório, os resultados publicados permitiram observar que «a terapia com MSCs foi capaz de inibir a hiperativação do sistema imunitário e de promover a reparação celular endógena, melhorando o microambiente pulmonar permitindo a recuperação destes doentes», concluindo que apesar destes estudos terem sido conduzidos num número ainda restrito de doentes, «os resultados favoráveis obtidos sugerem que as MSCs podem constituir uma nova estratégia terapêutica para o tratamento desta doença».
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08 de Maio de 2020
Publicada originalmente em www.univadis.pt
Medicamento português à base de células estaminais poderá ser usado em breve