Bastonário da Ordem dos Médicos defende mais apoio para as farmácias 

por Teresa Mendes | 20.05.2020

«Todos por quem Cuida» vai» entregar 150 mil máscaras em farmácias
O bastonário da Ordem dos Médicos desafiou esta terça-feira o Estado a olhar de «forma diferente» para as farmácias, dando-lhes mais apoio para evitar que muitas fechem as suas portas, algo que, na opinião de Miguel Guimarães, seria «dramático» para as populações e aumentaria «as desigualdades sociais em saúde».

«Temos, de facto, de dar mais apoio às farmácias que fazem um trabalho muito importante e praticamente não tem tido apoio nenhum do Estado.

E é importante que o Estado olhe para as farmácias de forma diferente», defendeu Miguel Guimarães no final de uma visita a uma farmácia de Benfica, em Lisboa, onde juntamente com a bastonária da Ordem dos Farmacêuticos (OF), fez uma entrega simbólica de máscaras cirúrgicas no âmbito do projeto «Todos por quem Cuida».

Esta conta solidária vai entregar cerca de 150 mil máscaras cirúrgicas em mais de mil farmácias e laboratórios de análises clínicas espalhados pelo país.

Para Miguel Guimarães, este é «o momento adequado» para deixar este desafio a «quem tem responsabilidades políticas, nomeadamente na Assembleia da República e no Governo», salientando o «papel extraordinariamente importante» que as farmácias têm no Serviço Nacional de Saúde.

«Temos, de facto, de dar mais apoio às farmácias que fazem um trabalho muito importante e praticamente não tem tido apoio nenhum do Estado. E é importante que o Estado olhe para as farmácias de forma diferente», defendeu Miguel Guimarães no final de uma visita a uma farmácia de Benfica, em Lisboa

Também presente na visita à farmácia, o presidente da Associação Nacional de Farmácias (ANF), Paulo Duarte, disse à agência Lusa que há neste momento entre 900 a 1000 farmácias com «quebras significativas na sua atividade» em resultado da pandemia Covid-19.

A bastonária da OF realçou igualmente o papel das farmácias junto da população, nomeadamente em tempos de pandemia. «Tivemos um momento inicial de grande ansiedade por parte das pessoas, de grande necessidade de procura de medicação logo nas primeiras semanas (…) e a farmácia foi esse espaço, mais uma vez, procurado incessantemente pelas pessoas», disse Ana Paula Martins.

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20 de Maio de 2020
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Publicado previamente em  www.univadis.pt

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