Mais de metade dos doentes com cancro ficou por diagnosticar
por Teresa Mendes | 20.05.2020
Presidente da APMG lança alerta no Dia Mundial do Médico de Família
Mais de metade dos doentes com cancro ficou por diagnosticar na sequência do confinamento decretado pelo estado de emergência devido à pandemia de Covid-19.
Estes dados foram revelados esta terça feira pelo presidente da Associação dos Médicos de Família (APMGF).
No dia em que celebrou o Dia Mundial do Médico de Família, Rui Nogueira disse, numa entrevista à Renascença, que «o que mais preocupa os médicos de família nesta altura são os casos de cancro por diagnosticar».
«Estamos principalmente preocupados com a doença oncológica, os novos doentes de cancro. Como se sabe, é muitas vezes uma doença silenciosa, que carece de alguma – muita – destreza para diagnosticar, muita perspicácia dos médicos para pedir exames complementares, aprofundar exames, de modo a podermos diagnosticar.
Estamos a falar de cancro e o cancro não nos dá muita margem, muito tempo de espera», sublinhou o dirigente.
Pelas suas contas, «metade do habitual, talvez mais de metade do habitual» ficou por diagnosticar. «Este ano, tenho quatro doentes já diagnosticados com cancro de novo.
No dia em que celebrou o Dia Mundial do Médico de Família, Rui Nogueira refere que «o que mais preocupa os médicos de família nesta altura são os casos de cancro por diagnosticar»
É uma média de um por mês», quando, habitualmente, «cada médico de família poderá diagnosticar entre 10 e 20 cancros de novo por ano», explicou o responsável, que conclui, por isso, que «durante dois meses, podemos estar a fazer uma diferença que pode chegar aos 10% a 20%, grosso modo. O que é muito, são muitos casos».
No topo das preocupações está o cancro do estômago e do intestino, que têm uma forte incidência em Portugal.
Nesta entrevista à Renascença, Rui Nogueira prevê que sejam necessários entre quatro e seis meses para reorganizar os serviços de saúde, entre consultas e exames e alerta ainda para a necessidade de fazer esta organização antes do próximo Outono.
«Temos de o fazer seguramente antes de outubro/novembro, quer porque é expectável que haja uma segunda onda – e, portanto, esta situação seria desastrosa se não tivéssemos recuperado o atraso – quer porque vamos entrar na fase de gripe sazonal e a gripe tem uma dimensão que é muitíssimo expressiva nas nossas unidades de saúde», sustentou o especialista.
Governo agradece «inestimável trabalho» dos médicos de família
Na conferência de imprensa diária sobre os números da pandemia de Covid-19, o secretário de Estado da Saúde, António Lacerda Sales, fez questão de «saudar de forma especial os médicos de família portugueses».
«Se é verdade que nunca tivemos dúvidas sobre a sua importância e papel no combate a esta pandemia, ele tem sido ainda mais evidente, determinante e fundamental», destacou, a propósito do Dia Mundial do Médico de Família.
«Têm sido cruciais no acompanhamento de casos confirmados e suspeitos de Covid-19, através da plataforma “TraceCovid”, no acompanhamento do doente crónico e na adaptação às teleconsultas», sublinhou ainda o governante.
«Estão, efetivamente, na linha da frente – o lema escolhido para assinalar esta efeméride. Na linha da frente da defesa da saúde dos portugueses. Por isso, o nosso muito obrigado pelo seu inestimável trabalho», salientou.
20tm21k
20 de Maio de 2020
2021Pub4f20tm21k
Publicado previamente em www.univadis.pt
Estes dados foram revelados esta terça feira pelo presidente da Associação dos Médicos de Família (APMGF).
No dia em que celebrou o Dia Mundial do Médico de Família, Rui Nogueira disse, numa entrevista à Renascença, que «o que mais preocupa os médicos de família nesta altura são os casos de cancro por diagnosticar».
«Estamos principalmente preocupados com a doença oncológica, os novos doentes de cancro. Como se sabe, é muitas vezes uma doença silenciosa, que carece de alguma – muita – destreza para diagnosticar, muita perspicácia dos médicos para pedir exames complementares, aprofundar exames, de modo a podermos diagnosticar.
Estamos a falar de cancro e o cancro não nos dá muita margem, muito tempo de espera», sublinhou o dirigente.
Pelas suas contas, «metade do habitual, talvez mais de metade do habitual» ficou por diagnosticar. «Este ano, tenho quatro doentes já diagnosticados com cancro de novo.
No dia em que celebrou o Dia Mundial do Médico de Família, Rui Nogueira refere que «o que mais preocupa os médicos de família nesta altura são os casos de cancro por diagnosticar»
É uma média de um por mês», quando, habitualmente, «cada médico de família poderá diagnosticar entre 10 e 20 cancros de novo por ano», explicou o responsável, que conclui, por isso, que «durante dois meses, podemos estar a fazer uma diferença que pode chegar aos 10% a 20%, grosso modo. O que é muito, são muitos casos».
No topo das preocupações está o cancro do estômago e do intestino, que têm uma forte incidência em Portugal.
Nesta entrevista à Renascença, Rui Nogueira prevê que sejam necessários entre quatro e seis meses para reorganizar os serviços de saúde, entre consultas e exames e alerta ainda para a necessidade de fazer esta organização antes do próximo Outono.
«Temos de o fazer seguramente antes de outubro/novembro, quer porque é expectável que haja uma segunda onda – e, portanto, esta situação seria desastrosa se não tivéssemos recuperado o atraso – quer porque vamos entrar na fase de gripe sazonal e a gripe tem uma dimensão que é muitíssimo expressiva nas nossas unidades de saúde», sustentou o especialista.
Governo agradece «inestimável trabalho» dos médicos de família
Na conferência de imprensa diária sobre os números da pandemia de Covid-19, o secretário de Estado da Saúde, António Lacerda Sales, fez questão de «saudar de forma especial os médicos de família portugueses».
«Se é verdade que nunca tivemos dúvidas sobre a sua importância e papel no combate a esta pandemia, ele tem sido ainda mais evidente, determinante e fundamental», destacou, a propósito do Dia Mundial do Médico de Família.
«Têm sido cruciais no acompanhamento de casos confirmados e suspeitos de Covid-19, através da plataforma “TraceCovid”, no acompanhamento do doente crónico e na adaptação às teleconsultas», sublinhou ainda o governante.
«Estão, efetivamente, na linha da frente – o lema escolhido para assinalar esta efeméride. Na linha da frente da defesa da saúde dos portugueses. Por isso, o nosso muito obrigado pelo seu inestimável trabalho», salientou.
20tm21k
20 de Maio de 2020
2021Pub4f20tm21k
Publicado previamente em www.univadis.pt
Mais de metade dos doentes com cancro ficou por diagnosticar