Teste simples de sangue pode ajudar a prever a progressão da EM 

por Teresa Mendes | 25.05.2020

Estudo publicado no jornal médico da Academia Americana de Neurologia 
 
Um simples exame de sangue pode ajudar a prever quais as pessoas com esclerose múltipla (EM) que irão piorar no ano seguinte, revela um estudo de investigadores do Karolinska Institutet (KI), na Suécia, publicado no Neurology online, o jornal médico da Academia Americana de Neurologia.

«Numa doença como a EM, que é tão imprevisível e varia muito de uma pessoa para outra, fazer um teste simples e não invasivo como um teste de sangue pode ser muito valioso, especialmente porque os tratamentos são mais eficazes nos estágios iniciais da doença», sublinhou Ali Manouchehrinia, professor assistente do Departamento de Neurociências Clínicas do KI e o autor correspondente do estudo, num comunicado publicado pelo site do KI e da Academia Americana de Neurologia.

O exame de sangue procura um biomarcador chamado cadeia leve de neurofilamentos, uma proteína nervosa que pode ser detetada no sangue quando as células nervosas morrem.

Os investigadores testaram o nível do biomarcador em 4385 pessoas com EM e de 1026 pessoas classificadas segundo a idade e o sexo sem EM.

Depois, os participantes foram acompanhados durante um período de cinco anos para verificar quais pessoas com EM que experimentaram níveis aumentados de incapacidade.

Proteína neuronal ligada ao desenvolvimento da EM

Os resultados revelaram que as pessoas com EM tinham uma média de 11,4 picogramas por mililitro (pg/ml) da proteína neuronal no sangue - cadeia leve de neurofilamentos -, em comparação com uma média de 7,5 pg/ml no caso das pessoas sem EM.

As pessoas com EM com elevados níveis da proteína apresentaram 40 a 70% mais hipóteses de piorar a incapacidade durante o próximo ano do que aquelas com baixos níveis de proteína.

Os resultados sugerem que níveis elevados de proteína nervosa quantificada no início da doença «pode ajudar-nos a prever como esta se desenvolverá e monitorizar se o tratamento está a ser ou não eficaz», conclui o estudo

A análise teve em conta outros fatores que poderiam afectar o risco de agravamento da incapacidade, como a duração da doença e a frequência das recaídas no início do estudo.

«Estes resultados sugerem que níveis elevados dessas proteínas quantificadas no início da doença podem ajudar-nos a prever como a doença se desenvolverá e monitorizar se o tratamento está a ser ou não eficaz», destaca Ali Manouchehrinia.

«Plasma neurofilament light levels are associated with risk of disability in multiple sclerosis» é o título do estudo, publicado no passado dia 20 de maior, e que pode ser consultado aqui.

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25 de Maio de 2020
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Publicado previamente em  www.univadis.pt

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