Mais de 60% da população com níveis baixos de atividade física durante o confinamento 

por Teresa Mendes | 01.06.2020

DGS revela dados de inquérito sobre alimentação e atividade física
Durante o período de confinamento devido à pandemia de Covid-19, os portugueses praticaram menos atividade física e aumentaram o consumo de snacks doces, mas também de frutas e hortícolas.

Estas são as principais conclusões do REACT-COVID, um inquérito nacional da Direção-Geral da Saúde (DGS) sobre alimentação e atividade física em contexto de contenção social.

Realizado em parceria com o Instituto de Saúde Ambiental da Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa, o inquérito, que recolheu dados entre 9 de abril e 4 de maio, revela que 60,9% da população reporta níveis baixos de atividade física.
Apenas 22,6% são moderadamente ativos e 16,5% tem níveis de atividade física elevados.

Durante o período de confinamento devido à pandemia de Covid-19, os portugueses praticaram menos atividade física e aumentaram o consumo de snacks doces, mas também de frutas e hortícolas

Quando comparados estes resultados com estudos populacionais anteriores, verifica-se, em tempos de confinamento um «aumento considerável da prevalência de pessoas com níveis baixos de atividade física (quase duplicou) e uma diminuição da prevalência de pessoas com níveis elevados de atividade física», pode ler-se no estudo.

Relativamente aos hábitos alimentares, a DGS conclui que 45,1% dos portugueses alterou os seus hábitos alimentares. Destes, 58,2% alterou «para melhor» e 41,8% «para pior». Registou-se um aumento no consumo de água (31,1%), de snacks doces (30,1%), de fruta (29,7%) e de hortícolas (21,0%).

Em sentido contrário, apurou-se uma diminuição de take-away (43,7%), de refeições pré-preparadas (40,7%), refrigerantes (29,5%) e de bebidas alcoólicas (28,2%). Durante este período foram também alterados alguns comportamentos associados à alimentação.

De destacar que 71,0% dos inquiridos alteraram o número de ida às compras, 56,9% passaram a cozinhar mais, 31,4% passaram a petiscar mais ao longo do dia (snacking) e 30,1% alteraram o número de refeições diárias.

O risco de insegurança alimentar atingiu 1 em cada 3 inquiridos (32,3%). Destes 33,7% reportaram preocupação ou incerteza quanto ao acesso aos alimentos por dificuldades económicas e 8.3% reportaram mesmo dificuldades económicas no acesso aos alimentos.

O estudo pode ser consultado na íntegra aqui 

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01 de Junho de 2020
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Publicado previamente em  www.univadis.pt

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